Em ação
vinculada à Operação Arco de Fogo, fiscais do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) começaram a fiscalizar madeireiras
de Brasília. O Ibama determinou hoje (13) a interdição
da madeireira Constrular, no Setor de Indústrias e
Abastecimento, onde, segundo o órgão federal, há
fortes indícios de receptação de madeira
ilegal vinda do Pará.
O proprietário da
empresa, Paulo Roberto de Freitas, foi encaminhado à sede do
Ibama no Distrito Federal, prestou depoimento e foi liberado. Mas
terá que pagar multa, de valor ainda indefinido, e poderá
responder a processo criminal.
“Isso nos levar a crer que podem ser encontradas irregularidades maiores. Vamos verificar todas as madeireiras de Brasília”, informou o chefe de fiscalização do Ibama no Distrito Federal, Ênio Cardoso. Segundo ele, a capital federal é a 11ª área do país em consumo de madeira da Amazônia, dado diretamente relacionado à construção civil.
Na volta ao seu comércio, Paulo Roberto de Freitas não quis conceder entrevista. Alegou preferir “encerrar o assunto”, por já ter dito o que queria ao Ibama.
Os fiscais desconfiaram, em inspeção há uma semana, do volume de madeira depositado no pátio da Constrular. Segundo o Ibama, foram encontrados cerca de 500 metros cúbicos de madeira no local, mas desde março de 2007 não havia registro oficial de aquisição de material pela empresa. Cobraram a documentação e o proprietário apresentou nota referente à aquisição de 18 metros cúbicos de madeira vinda da cidade paraense de Jacundá.
De posse do Documento de Origem Florestal (DOF), os fiscais detectaram irregularidades. O caminhão que transportou o material apresentava a placa de uma moto e a nota emitida pela empresa paraense era assinada por pessoa fixada no Rio de Janeiro.
A partir de manhã, o Ibama fará a medição detalhada do material interditado e a identificação das espécies. O valor da multa a ser aplicada vai variar de R$ 100 a R$ 500 por metro cúbico de madeira ilegal encontrado.