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Brasília - A Comissão do
Trabalho, de Administração e Serviço Público
da Câmara dos Deputados, aprovou ontem (12) a ampliação
da licença-maternidade de quatro para seis meses. O Projeto de Lei 2513/2007 ainda vai ter de passar pelas comissões de Seguridade
Social e Família, Finanças e Tributação e
Constituição e Justiça para virar lei.
A ampliação
da licença-maternidade é voluntária para as
empresas. De acordo com o projeto, as mães que trabalham em
empresas privadas que aderirem ao projeto, inclusive as adotivas,
vão ter que fazer um requerimento da ampliação da
licença, até o primeiro mês após o parto.
Já a empresa
vai poder deduzir o valor integral da remuneração que a
mãe receberá nos 60 dias de prorrogação
da licença no Imposto de Renda. As mães que trabalham em empresas que não
adotarem a ampliação da licença não
terão direito ao benefício.
De acordo com a
Sociedade Brasileira de Pediatria a amamentação por
seis meses reduz em até 17 vezes as chances de a criança contrair
doenças como pneumonia. Também diminui em 5,4 vezes a possibilidade de ter anemia e 2,5, as
crises de diarréia.
O projeto de autoria
da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) foi aprovado em outubro
em caráter terminativo no Senado, sem necessidade de ir a
plenário, e chegou à Câmara em novembro, sendo
despachado para a Comissão do Trabalho em dezembro.
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