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13 de Março de 2008 - 20h12 - Última modificação em 13 de Março de 2008 - 20h13


Conflitos políticos retardam processo de integração na América do Sul, diz colombiano

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Os recentes conflitos políticos registrados na América do Sul retardaram o processo de formação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). As linhas gerais de constituição do bloco seriam entregues no final deste mês na Cúpula de Presidentes da Unasul, mas esse encontro teve que ser adiado e, provavelmente, deverá acontecer entre os meses de junho e julho próximos, informou à Agência Brasil o secretário-geral da Aliança Social Continental (ASC), Enrique Daza, da Colômbia.

Hoje (13), a ASC e a Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip) entregaram um documento com o posicionamento das organizações sociais da região aos representantes dos governos que debatem a criação da Unasul no Palácio Itamaraty.

A Rebrip e a ASC condenaram com veemência os acontecimentos que ameaçaram a paz na região e a integração das nações. “Nós temos interpretado que a agressão do governo da Colômbia para o território e a soberania do Equador é uma  forma de colocar na região a política de interesses do governo dos Estados Unidos, dos seus sócios na região e das empresas que não gostam  muito de ver as transformações que a região está vivendo”, afirmou Graciela Rodriguez, da coordenação da Rebrip.

Para Enrique Daza, as diferenças políticas e econômicas entre os países sul-americanos podem representar um obstáculo para a concretização de um tratado de integração. “Porque a assinatura de acordos de livre comércio com os Estados Unidos por parte da Colômbia, Peru e Chile são obstáculos para se chegar a acordos econômicos profundos”.

Daza avaliou que, no caso particular da Colômbia, a adesão “incondicional” do governo de Álvaro Uribe às políticas do presidente norte-americano George W. Bush “perturba muito o ambiente democrático da região e incomoda os demais governos que quiseram buscar formas autônomas, independentes e democráticas de governo – e isso é sempre um motivo de confrontação". E enfatizou: "Nós pensamos que para que a Unasul tenha êxito, é preciso superar esses obstáculos.”

A Unasul vai substituir a antiga Comunidade Sul-Americana de Nações e funcionará como fórum para discussão da integração regional  sob vários pontos de vista, entre os quais da infra-estrutura.



 


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