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Brasília - O Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está
utilizando um sistema semelhante ao da Receita
Federal - que filtra possíveis casos de irregularidade - para subsidiar ações de fiscalização
da Operação Arco de Fogo, que combate a exploração
ilegal de madeira na Amazônia.
As informações
constantes no banco de dados estão interligadas com dados estaduais sobre o controle de
comercialização de madeira, conforme previsto em
resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente.
“Cruzando informações
do comércio de madeira verificamos possíveis
irregularidades. É um sistema de alerta que nos mostra
que determinado caminhão transporta madeira ilegal; ou que
aquela indústria diz que recebe madeira de um local mas na
verdade recebe de outro; ou que há falhas em planos de
manejo”, explicou o diretor do Ibama Antônio Carlos Hummel,
responsável pela divisão de Biodiversidade e Uso
Sustentável de Florestas. O sistema utilizado pelo Ibama inclui dados do
Cadastro Técnico Federal, do volume transportado, da origem da madeira,
dos Planos de Manejo Florestal com indicativos de fraude, do tempo de
emissão e recebimento do Documento de Origem Florestal (DOF) e do uso de placas de veículos não
adequados para transporte de madeira.
“Agora, o fiscal do
Ibama já chega em uma indústria madeireira na Amazônia
com informações do sistema, o que facilita a sua
atuação. Ele leva relatórios e chega quase com
o auto de infração pronto”, acrescentou Hummel.
Segundo diretor, o
Ibama já detectou mais de mil empresas na área da
Amazônia Legal com algum tipo de irregularidade, desde
problemas no cadastro de CPF a planos de manejo com fraude.
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