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Brasília - Ao autorizar, hoje
(13), por unanimidade, a extradição para os Estados
Unidos do traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía,
o Supremo Tribunal Federal (STF) condicionou a decisão a um
compromisso da Justiça norte-americana de comutar eventual
pena de prisão perpétua ou de morte em pena privativa
de liberdade, com prazo máximo de 30 anos, pena máxima
prevista na legislação penal brasileira.
A condução do acordo entre as
autoridades norte-americanas e brasileiras caberá, a partir de agora, ao Ministério da
Justiça.
Na hipótese de
as autoridades norte-americanas não aceitarem os termos da
garantia da extradição, o traficante colombiano
permanecerá no Brasil, subordinado às leis brasileiras.
Nesse caso, continuará a responder às ações
penais de que é alvo desde que foi preso, em agosto de 2007,
na 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
Segundo o ministro
Eros Grau, relator do pedido de extradição de Abadía,
caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidir
se extradita o traficante e, para isso, não existe um prazo
fixado. Ao STF, segundo o ministro, cabe apenas o controle da
legalidade do ato de extradição.
Nos Estados Unidos, o
traficante colombiano tem mandado de prisão, no estado de Nova
York, pelos crimes de empreendimento criminoso continuado,
conspiração da importação e distribuição
internacional de cocaína, além de conspiração
para lavagem de dinheiro.
Juan Carlos Ramírez
Abadía é considerado, tanto pelas autoridades
americanas quanto pelas brasileiras, um dos maiores traficantes de
drogas do mundo.
Ao votar no sentido
de que o STF deveria aceitar o pedido de extradição
feito pelo governo norte-americano, o
ministro Eros Grau lembrou que a concordância do próprio
Abadía com a extradição, alegada por seu
advogado, Luiz Gustavo Battaglin Maciel, não era fator a ser
levado em conta, muito menos a conveniência, ou não,
da extradição: "Quem vai decidir isso é o
presidente da República", disse o ministro-relator.
Os demais
ministros acompanharam o voto do
relator, numa decisão tomada em cerca de 15 minutos, durante a
qual ficou acertado que a Justiça dos Estados Unidos, quando
vier a aplicar pena (que não poderá passar de 30 anos
de prisão), descontará o tempo que Juan Carlos
Martinez Abadía já cumpriu no Brasil.
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