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13 de Março de 2008 - 13h54 - Última modificação em 13 de Março de 2008 - 13h54


Oposição promete obstruir todas as votações de medidas provisórias

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Os partidos de oposição prometem obstruir a pauta nas votações de todas as medidas provisórias (MPs) no Senado. A decisão é uma resposta à sessão plenária da última terça-feira (11), quando o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), recomendou a rejeição de uma MP para que a pauta pudesse ser destrancada.

Além disso, DEM e PSDB prometem exigir a mudança no rito de tramitação das MPs. “Nosso campo de batalha está focado na edição desmesurada de medidas provisórias”, disse o líder do DEM, José Agripino (RN). “O nosso ponto fulcral é a limitação de medidas provisórias e a redefinição do rito de MP. Até que isso aconteça haverá a obstrução a toda e qualquer medida provisória. Se for MP, não conte conosco.”

Ele sugeriu que as MPs passem antes pelas Comissões de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado antes de tramitar. “Se ela for considerada constitucional, urgente e relevante, tramita. Se não, morre ali e não entra em eficácia”, comentou.

Agripino disse que o relacionamento com o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), está mantido. “Ele tem dado demonstrações de desejo de mudar o rito das MPs e pretendo manter a interlocução com ele”, disse.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), afirmou não ter mais “interlocução” com Garibaldi nem com o líder Romero Jucá depois da sessão de terça-feira. “Não temos interlocução com o líder do governo no Senado e não temos como pisar no gabinete do presidente Garibaldi Alves por entender que aquela sessão foi um fato vergonhoso. Mais vergonhoso ainda quando [Garibaldi] prosseguiu a sessão sem a nossa presença”, disse. Na ocasião, a oposição deixou o plenário em protesto.

“No Senado temos duas lutas: a luta contra o abuso de medidas provisórias e uma luta que não vai acabar enquanto o governo não se comprometer com clareza a nunca mais reeditar aquela cena lamentável de interditar o debate”, completou.




 


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