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Brasília - A
Secretaria de Educação Superior do Ministério da
Educação (MEC) manifestou repúdio à
“prática criminosa” de compra e venda de diplomas ao
comentar a Operação Cola, realizada hoje (14) pela Polícia Federal (PF) e
informou, por meio de nota, que o orgão não tem
conhecimento mais detalhado da ação policial, mas que
em dezembro de 2007 enviou à PF a cópia de um e-mail
que oferecia diplomas de níveis médio, técnico e
superior.
“Em
razão da Procuradora do Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Sul ter encaminhado à
Ouvidoria do MEC cópia de e-mail no qual era oferecido diploma
e histórico escolar de faculdades de todo Brasil e diplomas de
cursos técnicos e certificados de 2º grau, encaminhamos
documento à Superintendência Regional do DPF [Departamento de Polícia Federal] no Distrito
Federal, por tratar-se de modalidade que envolve falsificação
de documento”, informa o texto.
De acordo com a
nota, o MEC não sabe se o documento foi o “deflagrador” da
Operação Cola, porque “não houve
questionamento” da PF após o envio da denúncia.
A Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional prevê que
as universidades são as responsáveis pelos diplomas que
expedem. No caso de instituições não-universitárias,
o registro deve ser feito por universidades indicadas pelo Conselho
Nacional de Educação (CNE).
De acordo
com o MEC, “apesar da farta legislação e
regulamentação a respeito de diplomas, nada assegura
que pessoas mal intencionadas possam tentar falsificá-los, bem
como possa existir clientela interessada em compartilhar do crime
comprando [esses diplomas]”.
A Operação
Cola, iniciada hoje (14) pela PF, tem o intuito de desmantelar quadrilhas que vendem diplomas universitários
pela internet. A operação está sendo
realizada em 14 estados brasileiros.
Foram emitidos 34
mandados de busca e apreensão. Os policiais agem principalmente nos estados de São Paulo, Rio de
Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
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