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15 de Março de 2008 - 11h50 - Última modificação em 15 de Março de 2008 - 11h52


Ajuste fiscal passa pela manutenção dos investimentos, defende presidente do Ipea

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, defendeu que uma das melhores formas de realizar o ajuste fiscal da economia é manter o ritmo de investimentos no país. Pochmman participou, ontem (14), da aula inaugural do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na zona sul da cidade.

Segundo ele, se a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) for mantida, no ano que vem o Brasil conseguirá zerar o seu déficit nominal, que corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do governo incluindo os juros.

"Nós estamos ajustando as finanças públicas com o crescimento da economia. Quanto mais o Brasil cresce, mais faz o ajuste fiscal, porque gera mais imposto e reduz a relação dívida sobre PIB, que vem caindo no país", disse Pochmman. "Se esse crescimento econômico for mantido, no ano que vem teremos déficit zero nominal. Isso é uma coisa que não ocorria há muito tempo".

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país, cresceu 5,4% em 2007. O instituto apontou ainda que os investimentos no país subiram 13,4%, a maior alta desde 1996.

O presidente do Ipea avaliou, no entanto, que o crescimento da economia de 5,4% no ano passado é considerado baixo na comparação com outros países. "Estamos imaginando que crescer um pouco mais de 5% é fantástico, mas isso só se olharmos para a mediocridade registrada nos anos anteriores. Essa taxa ainda é pequena frente à potencialidade brasileira e ao que está acontecendo nos outros países".

A manutenção dos investimentos foi defendida por Pochmman como forma de garantir um crescimento sustentável. "O elemento que nos anima a dizer que temos condições de gerar um ciclo de expansão por um tempo maior é o comportamento do investimento, que está crescendo", disse o economista. " Nos anos de 84, 85, 86, 93, 94 e 95, o PIB também cresceu em torno de 5%. A questão é que não houve a sustentabilidade econômica, que é definida a partir do investimento", avaliou.



 


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