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Rio de Janeiro - A aprovação da Medida Provisória 396 "é um passo importante para dar maior poder de capitalização à Eletrobrás", na avaliação do diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa.
“A Eletrobrás é
a maior empresa do setor no país e tem um poder
de capitalização muito grande, proveniente dos recursos
oriundos de Itaipu e também da própria receita das
outras empresas do grupo. Com a MP, ela terá ainda maior capacidade de captar investimentos e poderá se colocar em posição próxima à exercida hoje pela Petrobras, no setor do petróleo", afirmou. Para o professor, que presidiu a Eletrobrás nos primeiros anos do governo Lula, a MP
possibilitará à estatal disputar espaço com a iniciativa privada, sem necessidade de ser minoritária nas parcerias. Ele rechaçou as críticas no sentido de que a medida poderia significar uma retomada da estatização do setor elétrico.
“Os comercializadores de energia são predadores, vendem o produto de forma desordenada e criam um ambiente que levou, inclusive, à preocupação com a falta de energia no país – essa figura do comercializador de energia não é construtiva para o país”, disse.
Pinguelli disse esperar que a Eletrobrás passe a atuar de forma mais ativa e venha a exercer um papel mais determinante, inclusive traçando diretrizes do modelo energético hoje adotado: “Quando Furnas tem
maior importância do que o sócio privado em um
determinado empreendimento e ela é obrigada por lei a ser
minoritária na sociedade, isto é, sim, prejudicial aos
interesses do país – pois prejudica o desempenho do setor
elétrico como um todo.”
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