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15 de Março de 2008 - 21h02 - Última modificação em 15 de Março de 2008 - 21h13


Maierovitch diz que plantação de coca no Brasil é uma “preocupação”

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ex-secretário nacional Antidrogas e especialista em crime organizado, Wálter Maierovitch, disse hoje (15), em entrevista à TV Brasil, que é uma “preocupação” o fato de uma operação conjunta do Exército com a Polícia Civil do Amazonas ter detectado ontem (14), pela primeira vez na Planície Amazônica, vários pontos de plantação de coca e um laboratório de produção de cocaína.

As plantações foram encontradas perto da divisa com o Peru, a 150 quilômetros da cidade de Tabatinga (AM). “No Brasil, não é só uma novidade como é uma preocupação. Porque o lado colombiano é a cidade de Letícia e o lado brasileiro é a cidade de Tabatinga. Não existe uma linha de fronteira controlada. As duas cidades praticamente se encontram”, afirmou. Foi a primeira vez que se encontrou plantação de coca no Brasil, já que o clima aqui não é favorável ao plantio da espécie.

Maierovitch explicou que a folha de coca é da região andina. A partir do momento em que ela sai da região e entra no território brasileiro, pode ser uma estratégia de cartéis de migração da droga para outras regiões. “Pode ser, dentro do campo da geo-estratégia, algo que os cartelitos colombianos já pensam. Porque o governo Uribe já acenou para a política de derramamento, por aviões, de herbicidas, de veneno, em cima das áreas de plantio de folha de coca”, afirmou.

Segundo Maierovitch, há mais de 15 anos, a região de Tabatinga é a grande porta de entrada da cocaína que se dirige ao mercado europeu e ao mercado brasileiro.

“Tabatinga-Letícia é uma dupla mão. Passa a cocaína e retornam os insumos químicos. Porque, para refinar a folha de coca, há necessidade de éter, acetona, enfim, insumos químicos que nenhum país andino, Colômbia, Peru e Bolívia, possui”, disse.





 


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