|
|
16 de Março de 2008 - 19h15 -
Última modificação
em 16 de Março de 2008 - 19h57
Aumento de salas de cinema poderá resgatar cultura do cinema de bairro
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
|
|




|
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
| |
Brasília - O jornalista e professor de cinema Sérgio Moriconi fala à Agência Brasil sobre a lei que estende o benefício fiscal da Lei Rouanet às doações e patrocínios destinados à construção e manutenção de salas de cinema e teatro em municípios com menos de 100 mil habitantes
|
Brasília - O aumento das salas
de cinema poderá trazer de volta a cultura do cinema de
bairro, afirmou o sociólogo, professor e crítico de cinema, Sergio
Moriconi. Ele acredita que os novos incentivos para que empresários
construam salas de cinema e teatro em cidades com menos de 100 mil
habitantes poderá dar maior vazão a filmes não
exibidos por falta de salas.
“Com várias
salas, o empresário sabe que ele tem que ter o grande
lançamento. Mas, ao mesmo tempo, se há várias
salas, ele sabe que é necessário filmes para suprir sua
programação anual. E esse empresário quer
concorrer com outro que abriu um cinema na outra esquina. Com isso,
um empresário pega um filme, o concorrente outro, que seriam
filmes que estariam fora do circuito de shoppings, que interessa para
um determinado público”, explicou Moriconi.
Ele também afirma que, com o potencial
aumento do número de salas, poderá se resgatar uma
cultura de ter um cinema dentro do bairro, sem ter que se render às
salas de cinema dos shoppings.
“Se aumentar muito o número de salas,
essas salas vão ter que se desvincular um pouco dos shoppings.
Não tem shopping para tantas salas, os empresários vão
ter que procurar novamente investir nos bairros e isso cria novamente
uma cultura de cinema que descola dessa cultura do shopping”,
afirmou.
Para o presidente do Instituto Latino-America e
coordenador da Mostra Brasil Candango – Cinema Itinerante,
Atanagildo Brandolt, o incentivo fará com que as próprias
comunidades se organizem para montar suas salas de cinema.
"Se vai haver esse financiamento, terá
que ser feita uma campanha de propagação para que as
pessoas se interessem, porque isso tem que ser gerido pela própria
comunidade para que não vire um lobby. Para que isso não
seja abandonado com o tempo”, sugeriu.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|