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Brasília - Uma semana após dar
por encerrada a crise política com o governo colombiano, o presidente do Equador,
Rafael Correa, reacendeu a polêmica afirmando que as Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não
são um problema do seu país. A declaração
foi feita ontem (15) por Correa em seu programa semanal de rádio.
Os dois países ainda não
restabeleceram relações diplomáticas. Na última
semana, depois que Correa e o presidente da Colômbia, Álvaro
Uribe, apertaram as mãos na 20ª Cúpula do Grupo do
Rio, na República Dominicana (7), havia a expectativa de que
isso pudesse ocorrer amanhã (17), na reunião do
Conselho de Chanceleres da Organização dos Estados
Americanos (OEA), em Washington.
No programa de rádio, veiculado em rede
nacional, Rafael Correa frisou que o Equador é um dos países
mais exitosos na erradicação do cultivo de drogas e
deixou claro que seu governo não vai “se prestar” ao
chamado Plano Colômbia – iniciativa idealizada pelos Estados
Unidos no ano 2000 para combater o narcotráfico.
“Com que desfaçatez esta gente quer nos
dar lição de moral e de bons costumes e dizer
pobrezinho do Uribe [Álvaro Uribe, presidente da Colômbia],
está lutando contra as Farc e o Equador não ajuda”,
indagou Rafael Correa. “Por que temos que ajudá-lo se é
seu problema? O que vamos fazer é resguardar nossa fronteira
para saber responder imediatamente em qualquer nova incursão,
mas não vamos nos envolver num conflito que não é
nosso”, disse Rafael Correa, segundo informações da
Presidência do Equador.
Ao mesmo tempo, na cidade de Cauca, na Colômbia,
Álvaro Uribe pedia o apoio da comunidade internacional,
especialmente dos sul-americanos, no combate aos grupos violentos
colombianos. “Daqui para frente o que queremos? Compreensão
do mundo, especialmente dos povos vizinhos, irmãos, e de seus
governos, sobre a necessidade da Colômbia não ter grupos
violentos. E temos que pedir ajuda aos povos e aos governos para
isso”, afirmou em reunião do Conselho de Governo de Cauca.
A atuação conjunta na proteção
das fronteiras será uma das recomendações da
comissão de investigação da OEA, que apurou as
circunstâncias do ataque militar colombiano a acampamento das
Farc em território do Equador, ocorrido no dia 1º de
março. O relatório das investigações será
apresentado amanhã (17) ao Conselho de Chanceleres da OEA.
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