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17 de Março de 2008 - 20h09 - Última modificação em 17 de Março de 2008 - 20h09


Funcionários do BC aguardam desfecho de negociação de auditores para decidir sobre greve

Débora Xavier*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), David Falcão, disse hoje (17) que não descarta a possibilidade de greve da categoria. “Estamos mobilizados e aguardando o que será decidido com o pessoal da Receita Federal”, afirmou Falcão.

Ele disse que havia um acordo com o governo, segundo o qual o salário médio dos servidores do Banco Central seria equiparado ao dos auditores fiscais. Para tanto, seriam cumpridas três etapas de reajustes: 4% em dezembro de 2007, cerca de 17% em janeiro de 2008, e mais 4% em janeiro de 2009.

“Os reajustes foram discutidos, acordados, assinados e abandonados”, lembrou. De acordo com Falcão, os servidores do Banco Central aguardam, agora, o desfecho das negociações do governo com os servidores da Receita, para reavaliar as pretensões salariais da categoria.

“Desde 2002, estamos buscamos uma correspondência com os vencimentos dos auditores. Nas sucessivas reestruturações de plano de carreira, ficamos com defasagem de 35 a 40% – isso, na média. O que queremos é que, nesse momento de renegociações, seja resolvida essa equiparação.”

Funcionários do Ministério da Ciência e Tecnologia também aguardam negociações com o governo. A categoria defende reajuste emergencial de 26%. “Queremos esse reajuste e ainda dar prosseguimento às conversações para implementação de uma tabela salarial”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia, Fernando Morais.

Segundo ele, os servidores do ministério estão revoltados com o descaso do governo federal. “Sentimos uma revolta e uma indignação muito grandes em relação ao governo federal e com o presidente Lula. Nas diversas oportunidades em que ele visitou os institutos, fez pronunciamentos maravilhosos, dizendo que é inaceitável um pesquisador ou um engenheiro ganhar o que ganha.”

Enquanto governo e servidores não entram em acordo, o sindicato irá realizar paralisações pontuais, com perspectiva de uma greve geral. Amanhã (18) os servidores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) fazem manifestação em frente ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

“No dia 26, iremos participar de uma marcha junto com entidades nacionais de todo o serviço publico. Vamos parar em mobilizações, greves pontuais e, depois, em uma greve geral. Se a categoria é importante que se dê importância a ela”, disse o presidente do sindicato.

Morais alerta que os prejuízos à sociedade podem ser maiores do que o esperado. “Vai prejudicar bolsistas, até os que estão no exterior, prejudica contratos, as cooperações científicas vai prejudicar imediatamente aqueles que fazem exames e tratamentos com os radioisótopos.” 



*Colaborou Felipe Linhares
 


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