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17 de Março de 2008 - 19h19 - Última modificação em 17 de Março de 2008 - 19h19


Nível de emprego no setor de turismo cresce 23,5%, aponta pesquisa da FGV

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O faturamento das 92 maiores empresas do setor turístico brasileiro cresceu acima da expectativa do mercado: 14,8% no ano passado, em relação a 2006, movimentando R$ 34,1 bilhões. Com isso, o número de empregos registrou alta de 23,5%.

Os dados fazem parte da 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (Pacet) divulgada hoje (17) pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento. E indicam que locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de turismo receptiva foram os segmentos que  mais contribuíram para o desempenho.

A ministra Marta Suplicy atribuiu o resultado ao crescimento da economia brasileira: "O turismo está bombando, porque quando o PIB [Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no Brasil] do país cresce, geralmente o setor turístico em todo o mundo, e não só no Brasil, cresce mais do que o dobro. Estou muito feliz porque as pessoas estão podendo planejar suas vidas e o resultado mostra que o crescimento do faturamento das empresas entrevistadas cresceu 14,8%. Mas a melhor notícia é o aumento de 23,5% no número de empregos.”

A pesquisa foi realizada a partir de entrevistas com dirigentes de empresas dos segmentos de agências de viagens, companhias aéreas, locadoras de automóveis, meios de hospedagem, operadoras de turismo, feira de eventos, promotores e rodoviários: Juntas elas geraram 90,2 mil postos de trabalho em 2007.

Os dados divulgados pela FGV indicam que o volume de desembarques internacionais no ano passado chegou a 6,4 milhões de passageiros, que deixaram no país US$ 4,9 bilhões; e o de desembarques nacionais foi de 50 milhões de passageiros. A pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo indica ainda que a expectativa dos empresários do setor é de que as passagens aéreas venham a sofrer reajuste médio de 15,3% em 2008, depois de três anos consecutivos de queda: em média, 10,2% em 2007; 6,4% em 2006; e 6,7% em 2005.

 


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