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Brasília - A partir
de hoje (17), o Programa Bolsa Família será ampliado e terá mais uma modalidade. As famílias que já fazem parte do programa e que possuem adolescentes com idade entre 16 e 17
anos matriculados na escola começam a receber também o
Variável Jovem – benefício de R$ 30 por
adolescente. Cada família terá direito ao valor máximo de R$ 60 (mesmo que tenha três ou
mais adolescentes dentro da faixa etária estabelecida).
Antes do
Variável Jovem, existiam apenas duas modalidades do Bolsa
Família: o benefício básico de R$ 58, pago a
famílias consideradas extremamente pobres e com renda mensal
per capita de até R$ 60 e o benefício variável de R$ 18,
limitado a três crianças ou adolescentes de até 15
anos, membros de famílias com renda mensal per capita de até
R$ 120. Quando o adolescente completava 16 anos, a família
deixava de receber o benefício variável.
Segundo
dados do MDS, até 31 de março, cerca de R$ 34,7 milhões
serão transferidos às famílias de 1.156.958
adolescentes. O pagamento de benefícios vinculados ao Bolsa
Família, que antes era de R$ 865,7 milhões, passa a ser
de R$ 900,4 milhões.
O
objetivo da extensão da faixa etária, segundo a
secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério
do Desenvolvimento Social (MDS), Rosani Cunha, é reforçar
as estratégias de combate à pobreza e à
desigualdade no país. Ela destaca ainda que a medida contribui
para aumentar a freqüência dos adolescentes às
aulas e para reduzir a evasão escolar.
“Uma
das grandes causas da pobreza é a baixa escolaridade dos
membros das famílias pobres. O problema era ainda mais grave
quando deixavam de pagar o benefício ao adolescente.”
Com a
nova modalidade, o valor total de benefícios para as famílias
pode chegar a até R$ 172 (valor máximo referente a três crianças e dois adolescentes). Com as regras anteriores, o valor máximo que uma família poderia receber era R$ 112. O valor mínimo continua sendo R$ 18.
Rosani
destaca que o valor de R$ 30 ou R$ 60 do Variável
Jovem só poderá ser sacado pelo titular do cartão
Bolsa Família - geralmente a mãe - que responde como responsável pelas
crianças e adolescentes. Para ter direito ao benefício, o adolescente matriculado na escola precisa ter o mínimo de 75% de freqüências às aulas. Para
as crianças que recebem o Bolsa Família, a freqüência
escolar mínima continua a ser de 85%.
Será
considerado como matriculado na escola apenas o adolescente que
possua dados registrados
no Sistema de Acompanhamento Escolar do Ministério da Educação
(MEC) ou que possua o código Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) da escola no Cadastro Único,
válido e atualizado nos últimos 12 meses.
Para os
adolescentes que estavam fora da escola e que voltaram a estudar este
ano, a família deve informar o código Inep no Cadastro
Único para começar a receber o Variável Jovem.
As
famílias que descumprirem o regulamento do programa pela
primeira vez receberão uma advertência e, caso haja novo
descumprimento, o benefício será suspenso por 60 dias.
A partir do terceiro registro, o Variável Jovem será
cancelado. Os demais benefícios da família serão
mantidos.
O MDS
trabalha com uma estimativa de que, aproximadamente, 1,7 milhão
de adolescentes com idade entre 16 e 17 anos fazem parte de famílias
integradas ao Bolsa Família e, portanto, têm direito ao
Variável Jovem.
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