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São Paulo - O advogado Rodrigo
Mendonça negou todas as acusações contra a
ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, que depôs
hoje (17) na 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no
processo sobre o caso que ficou conhecido como mensalão.
Depois
de quase três horas de depoimento, Tenório saiu sem
falar com a imprensa. Ela é acusada de gestão
fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de
quadrilha, pois teria participado de supostas transações
financeiras ilegais somando R$ 300 milhões.
Segundo o advogado, ela não tinha nenhuma
função de ordem financeira no banco, exercia a
vice-presidência operacional da instituição. "Uma
função específica para tratar da reestruturação
do banco", disse Rodrigo Mendonça.
Mendonça também negou que Tenório
tenha aprovado a liberação de crédito para os
supostos envolvidos no esquema.
"Ela nunca participou de concessão de
crédito. Ela participou apenas de duas renovações
[de crédito]. Um procedimento absolutamente formal, que
já vinha pronto do comitê de crédito [do
banco]", afirmou. "Ela aprovava unicamente por uma
questão de formalidade, necessária por ela ser a
vice-presidente operacional do banco."
O advogado também negou a participação
de sua cliente em saques irregulares: "Ela era vice-presidente
do setor operacional. Ela não lidava com agências".
O ex-ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de
Comunicação (Secom), que também prestou
depoimento hoje na 2ª Vara , afirmou após cerca de duas
horas de depoimento que estava "confiante na absolvição".
E acrescentou: "Eu estou muito tranqüilo, sobretudo porque
quatro ministros do STF já rejeitaram a minha denúncia
e o próprio relator, Joaquim Barbosa, disse que se fosse
julgar o meu caso, ele me inocentaria".
Gushiken está sendo processado por peculato
e seu depoimento foi tomada pela juíza federal Silvia Maria
Rocha.
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