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17 de Março de 2008 - 20h27 - Última modificação em 17 de Março de 2008 - 20h27


Advogado contesta acusações contra ex-diretora do Banco Rural

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O advogado Rodrigo Mendonça negou todas as acusações contra a ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, que depôs hoje (17) na 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no processo sobre o caso que ficou conhecido como mensalão.

Depois de quase três horas de depoimento, Tenório saiu sem falar com a imprensa. Ela é acusada de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, pois teria participado de supostas transações financeiras ilegais somando R$ 300 milhões.

Segundo o advogado, ela não tinha nenhuma função de ordem financeira no banco, exercia a vice-presidência operacional da instituição. "Uma função específica para tratar da reestruturação do banco", disse Rodrigo Mendonça.

Mendonça também negou que Tenório tenha aprovado a liberação de crédito para os supostos envolvidos no esquema.

"Ela nunca participou de concessão de crédito. Ela participou apenas de duas renovações [de crédito]. Um procedimento absolutamente formal, que já vinha pronto do comitê de crédito [do banco]", afirmou. "Ela aprovava unicamente por uma questão de formalidade, necessária por ela ser a vice-presidente operacional do banco."

O advogado também negou a participação de sua cliente em saques irregulares: "Ela era vice-presidente do setor operacional. Ela não lidava com agências".

O ex-ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação (Secom), que também prestou depoimento hoje na 2ª Vara , afirmou após cerca de duas horas de depoimento que estava "confiante na absolvição". E acrescentou: "Eu estou muito tranqüilo, sobretudo porque quatro ministros do STF já rejeitaram a minha denúncia e o próprio relator, Joaquim Barbosa, disse que se fosse julgar o meu caso, ele me inocentaria".

Gushiken está sendo processado por peculato e seu depoimento foi tomada pela juíza federal Silvia Maria Rocha.



 


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