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17 de Março de 2008 - 20h34 -
Última modificação
em 18 de Março de 2008 - 16h22
Cocaína está em quase todas comunidades indígenas da região de Tabatinga, diz Funai
Vladimir Platonow
Enviado especial
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Valter Campanato/ABr
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Terra Indígena Tukuna Umariaçu - Rua da área do povo Tikuna. Segundo a Funai, a cocaína está disseminada nas comunidades indígenas da região de Tabatinga (AM), que faz fronteira com a Colômbia
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Tabatinga (AM) - O administrador regional da Fundação
Nacional do Índio (Funai) em Tabatinga, Davi Félix
Cecílio, afirmou hoje (17) que a cocaína está
presente em praticamente todas as 230 comunidades indígenas
sob sua jurisdição, que corresponde a um total de 54
mil índios.
Em entrevista à Agência
Brasil e à TV Brasil, ele admitiu que em
determinadas comunidades, como Umariaçu, um em cada cinco
jovens indígenas está viciado em cocaína, e que
os traficantes estão usando os índios como “mulas”
para o transporte da droga.
O administrador da Funai afirmou
já ter procurado a Polícia Federal para coibir o
tráfico em Umariaçu. Segundo ele, a PF realizou uma
rápida operação sem resultados efetivos.
Segundo Cecílio, a Funai não tem conseguido combater esse tipo de problema, pois não tem
competência legal para isso. “O
governo brasileiro, por meio da Funai, tem que criar um mecanismos
para a população indígena, senão eles vão
se envolver nas drogas. Tem que oferecer alternativas como cursos
profissionalizantes”, disse o administrador da Funai.
"Nós estamos no fim do Brasil, na faixa de fronteira. A invasão dos nossos companheiros dos países vizinhos, colombianos e peruanos, é constante. São traficantes. As pessoas envolvidas com drogas, estão usando os índios tikuna, kokama, kanbeba, kaixana, kanamari, vitota como mulas, transportando as drogas."
Cecílio informou que quatro índios kokama estão presos em Manaus, desde a semana passada, por causa do tráfico de cocaína. "Quando o índio se envolve na cocaína, abandona o estudo, não trabalha na agricultura, porque o mandante oferece dinheiro para ele passar de canoa ou de barco pequeno. Aí eles são pegos."
Ele manifestou também preocupação com a situação dos outros índios. "Eu, como administrador da Funai regional, trabalho preocupado com a situação que os meus parentes enfrentam hoje, porque estão envolvidos nas drogas. Cada pai de família está preocupado com os filhos, porque eles estão se matando com a força da droga."
A matéria foi alterada para acréscimo de informações
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