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Brasília - O Ministério de Minas e Energia quer regulamentar a
transição do sistema isolado de energia, que opera no
norte do país, para um sistema integrado, unificando a
administração das distribuidoras de energia que estão
sob responsabilidade da Eletrobrás.
As mudanças serão
feitas por meio de uma Medida Provisória, cujas linhas
gerais já são do conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo fontes do governo.
Com isso, o governo tenta reduzir os custos de geração
na Região Norte e sanar os prejuízos no
setor elétrico. A Manaus Energia, responsável pela distribuição na
capital do Amazonas, deverá ser fundida com a Ceam,
que distribui energia para o interior do estado. Segundo a assessoria
de imprensa da Manaus Energia, a fusão deverá estar concluída
até o final deste mês.
Outras cinco
distribuidoras federalizadas poderão ser incluídas: a Ceron, em Rondônia; a Eletroacre, no Acre; a Ceal, em
Alagoas; a Cepisa, no Piauí; e a Boa Vista Energia, em Roraima.
Para integrar o sistema elétrico, uma das ações
previstas é a construção da linha de transmissão
Vilhena/Jauru, com extensão de 345 quilômetros, passando por oito municípios nos estados de Rondônia e
Mato Grosso. Atualmente, a região é abastecida a partir
de usinas térmicas, consideradas caras e
poluentes.
A licença prévia para a obra, que
determina que o empreendimento é considerado viável do
ponto de vista ambiental, foi dada hoje (18) pelo Instituto Nacional
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel), a linha vai permitir que o Sistema de Transmissão do
Acre e de Rondônia, atualmente em operação, passe
a operar integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O leilão
para a construção da linha de transmissão foi
realizado em novembro de 2006 e vencido pela Elecnor
S/A, da Espanha.
Já a linha de
transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus, chamada de
“linhão”, tem o leilão previsto para ser
realizado entre setembro e outubro. Com 1,8 mil quilômetros
de extensão, a linha deve estar pronta até 2011 e a construção, orçada em R$ 3,7 bilhões, está prevista no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC).
Além de integrar a Região Norte ao Sistema
Interligado de Nacional, o "linhão" deverá proporcionar economia
aos consumidores com a extinção da Conta Consumo de
Combustíveis (CCC) – taxa cobrada nas contas de luz para compensar o alto custo da energia na área.
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