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Rio de Janeiro - O consumo nacional de álcool combustível deverá superar o da
gasolina já em abril deste ano, estimou hoje (18) o superintendente de Abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
(ANP), Edson Silva, a partir da evolução dos dois insumos desde janeiro do ano passado.
“Nós estamos observando que em função de diversos fatores, entre eles o aumento do volume dos carros flex, que a relação de preço é favorável ao álcool. E também vem diminuindo gradativamente a diferença de consumo entre gasolina
e álcool, por isso a estimativa de que em abril o consumo de álcool será maior", disse.
Dados divulgados pela ANP apontam que em janeiro de 2007 foram consumidos no país 1,520 bilhão de litros de gasolina e 1,088 bilhão de litros de álcool (anidro e hidratado). Já em dezembro, a diferença no consumo dos dois combustíveis chegava a menos de 100 milhões de litros, com 1,703 bilhão para gasolina e 1,604 bilhão para o álcool. E em janeiro último, a diferença era de apenas 49 milhões, com 1,515 bilhão de gasolina consumida e 1,466 de álcool.
Silva ressaltou que essa alteração trará modificações profundas no mercado de álcool. “Esse é um marco importante e deve ser comemorado. Significa que o produtor de álcool precisa
se especializar, não poderá mais ficar migrando: uma hora produz açúcar porque há forte demanda no mercado internacional e na outra, produz álcool. Se ele quer garantir regularidade, normalidade no mercado
de álcool, ele tem que se especializar e passar a acreditar nesse mercado", disse.
Na avaliação de Edson Silva, "há razões para isso". As estimativas da ANP levam em conta a soma do consumo de álcool
anidro (que é misturado na proporção de 25% à gasolina) e do álcool hidratado
(que é injetado diretamente na bomba do consumidor sem a mistura). E ele lembrou que a última vez em que o consumo de álcool superou o da gasolina foi no final da década de 80, quando o Proálcool estava em seu apogeu.
Além do aumento no volume de carros
flex vendidos no país, o superintendente disse que o preço do álcool vem favorecendo o
aumento da demanda, por equivaler hoje a pouco mais de 50% do preço da gasolina.
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