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18 de Março de 2008 - 22h29 - Última modificação em 18 de Março de 2008 - 22h29


Índios da região de Tabatinga são vítimas do tráfico, afirma Coiab

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A utilização de índios da região de Tabatinga (AM) como “mulas” - responsáveis pelo transporte de drogas, entre os países da América do Sul - é uma realidade reconhecida pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Entretanto, para a entidade, a penalização dos nativos envolvidos não deve ser prioridade dos órgãos de Estado.

“Repressão tem que existir, mas os chefões do tráfico estão soltos e apenas usam os indígenas da região. Eles são vítimas e o problema não será resolvido com medidas punitivas. Se não promover o desenvolvimento sustentável, vai continuar”, defendeu em entrevista à Agência Brasil o coordenador geral da Coiab, Jecinaldo Barbosa Cabral.

Ele argumentou que a falta de perspectivas de vida é a principal responsável por tornar jovens indígenas vulneráveis ao narcotráfico na fronteira.

O diretor de Assistência da Fundação Nacional do Índio (Funai), Aloysio Guapindaia, afirmou hoje (18) que os índios da região de Tabatinga que trabalharam a serviço do tráfico podem responder a processo ou ser penalizados por seus atos, mas desde que seja dado a eles um tratamento diferenciado garantido por lei.

“Eles não podem ficar em celas comuns, pois sofrem processo de assédio, agressões e intimidações de outros presos por preconceito. A Funai sempre pede que a custódia do índio fique a cargo dela e não da polícia”.



 


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