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19 de Março de 2008 - 05h41 -
Última modificação
em 19 de Março de 2008 - 09h52
Drogas atrapalham desempenho de estudantes indígenas em Tabatinga, diz professor
Vladimir Platonow
Enviado especial
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Valter Campanato/ABr
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Tabatinga (AM) - O coordenador de Assuntos Indígenas da prefeitura do município, Alberto Gaspar Jorge, fala à EBC
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Tabatinga (AM) - O consumo de álcool
e drogas começa logo cedo na vida dos jovens da aldeia de
Umariaçu 2, em Tabatinga (AM), e acaba repercutindo no desempenho
escolar dos estudantes. A avaliação é do
professor de artes Nilson Alexandre Ferreira.
"A gente está
enfrentando um sério problema, devido ao contato direto com a
cidade. Eles estão perdendo sua cultura e trazendo outra
cultura que não é deles e estão enfrentando
problemas sociais, como as drogas e a violência."
Por causa das drogas,
muitos alunos deixam de estudar. "Eles desistem e não vão
para a aula. É uma preocupação muito grande dos
professores e das autoridades. A situação é
muito difícil e nós temos que nos preocupar com os
jovens, oferecer o melhor para eles, porque são o nosso
futuro. Oferecer esporte e cultura seria um meio de minimizar a
situação. Está faltando apoio das autoridades",
diz o professor.
Ele admite que há pouco o que fazer em relação
aos traficantes. "Todo mundo tem medo. Ninguém sabe a que
horas eles vêm. É um problema sério", avaliou Ferreira.
De acordo com o coordenador de Assuntos Indígenas da Prefeitura de
Tabatinga, Alberto Gaspar
Jorge, o que dificulta o
combate ao tráfico na aldeia é justamente sua posição,
próxima ao Rio Solimões, em frente à margem peruana e a
poucos quilômetros da Colômbia.
"Quem produz droga
na Colômbia e no Peru vem vender droga na comunidade. É
um problema para nós e para o país também. A
cocaína é trazida de fora", revela Alberto Gaspar
Jorge, que mora na aldeia.
Segundo ele, a produção
de cocaína já envolve os indígenas dos países
vizinhos. "Na comunidade peruana indígena, que fica a
aproximadamente três horas de viagem, estão
plantando. Na Colômbia é a mesma coisa. Os índios
peruanos e colombianos são incentivados por comerciantes
brasileiros e colombianos. Se o governo federal não tomar
providência, acho que [as comunidades] vão acabar. A
coca está acabando com a juventude."
A matéria foi alterada para esclarecimento de informação, no título.
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