|
Brasília - Está suspensa, a partir de hoje, a inclusão
de novos estabelecimentos rurais no Serviço Brasileiro de
Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov),
a base nacional de dados do serviço brasileiro de
rastreabilidade. A medida foi tomada depois de constatadas
irregularidades no serviço feito pelas empresas
certificadoras.
“É uma questão de botar ordem na
casa. Ou as certificadoras trabalham de forma correta ou elas vão
cair fora do sistema. Elas têm que mostrar que têm
capacidade para fazer esse trabalho, porque até agora não
mostraram”, afirmou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
antes do início da reunião do Conselho Nacional de
Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), realizado
hoje (18), em Brasília.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa), Inácio Kroetz, novas inclusões só
poderão ser feitas depois que as certificadoras tiverem o
serviço auditado e aprovado pelo Mapa. Isso deve acontecer
partir da realização de um curso, que vai de 31 de
março a 11 de abril, para 200 auditores estaduais e federais
que atuam na fiscalização do cumprimento dos critérios
do Sisbov.
O secretário disse que a decisão é
positiva para a imagem do país e que a União Européia
apoiou a ação e contribuirá com as autoridades
brasileiras. “Consideramos extremamente positivo e foram
recomendações da própria União Européia.
Quando souberam da nossa disposição em fazer esse
treinamento, eles mesmos se colocaram à disposição
para colaborar”, disse Kroetz.
No dia 27 de fevereiro, o Ministério da
Agricultura divulgou uma lista com 106 fazendas que cumprem as
exigências da União Européia (UE) para exportação
de carne. A lista foi elaborada depois que uma missão do bloco visitou o Brasil e o embargo à carne brasileira, anunciado em janeiro, foi suspenso. Para justificar o embargo à carne in natura brasileira, a UE alegou insuficiência de garantias sanitárias
e de qualidade. Os países europeus afirmaram não confiar
no sistema de rastreabilidade, que monitora a procedência dos
animais.
Agora, a lista conta com 95 fazendas, já
que 11 foram excluídas por apresentarem irregularidades na
documentação ou por pedido dos proprietários.
|