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Brasília - A indicação
do deputado Antonio Palocci (PT-SP) para relatar a proposta de
reforma tributária na comissão especial da Câmara
não encontrou resistências. A oposição não
impôs restrição, e entende que Palocci terá
condições de relatar a reforma pela experiência
que adquiriu como ministro da Fazenda.
Outro nome da base
aliada do governo que está disputando a relatoria da matéria
é o deputado Sandro Mabel (PR-GO). Ele disse que conta com o
apoio de cinco partidos da base aliada - PMDB, PR, PP, PTB e PSC -,
além de ter bom trânsito nos partidos de oposição.
"Não estou
disposto a abrir mão da relatoria. Mas se acharem que é
melhor o Palocci, é uma decisão que vai se tomar. O
governo pode tomar a decisão que quiser e o presidente da
Câmara também", disse Mabel.
Cabe ao presidente da
Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), escolher o relator
da reforma tributária na
comissão especial.
O líder do PSDB,
deputado José Aníbal (SP), reconheceu que o ex-ministro tem
experiência. "Essa é uma decisão que, pelo
regimento da Câmara, cabe ao partido indicar. Eu espero que
seja a melhor indicação. Vamos acatar. O tempo dirá
como será sua atuação".
O líder do DEM,
Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que não
iria discutir o mérito da indicação, mas a forma
da escolha.
"Não houve
conversa coma a oposição. Primeiro, queremos discutir
os procedimentos. Queremos negociar. É muito cedo para falar
em relatoria. Só depois de votada a admissibilidade pela CCJ
[Comissão de Constituição e Justiça]
é que o governo e a oposição devem sentar para
discutir nomes para a presidência e relatoria da comissão",
defendeu.
Para o líder do
PPS, deputado Fernando Coruja (SC), "quem já foi ministro
da Fazenda tem condições de ser relator da reforma
tributária".
O líder do PDT,
Vieira da Cunha (RS), disse que Palocci é um nome que reúne
todas as condições para relatar a reforma tributária.
"Ele foi ministro da Fazenda, tem conhecimento de causa e, por
certo, fará um trabalho a altura da responsabilidade do cargo
de relator".
Embora tenha indicado o
nome do ex-ministro para a relatoria da reforma tributária, o
líder do PT, Maurício Rands (PE), disse que é
favorável ao diálogo com a oposição sobre
a indicação da presidência e da relatoria. "Essa
reforma não é nem do governo nem da oposição.
Ela é do Estado, então eu quero
dialogar com a oposição", disse.
Segundo ele, a bancada
do PT apresentou o nome do deputado Antonio Palocci por vários
motivos: pelo reconhecimento do trabalho que ele fez quando ministro
da Fazenda; do grande trânsito que tem no Congresso, nas
bancadas da base e da oposição e também nos
setores produtivos e na sociedade civil
organizada.
Ao ser questionado pela
imprensa se o PT abriria mão da indicação do
ex-ministro para o cargo, o líder afirmou: "O PT não
tem nenhuma posição de intransigência. Ele
apresenta o nome de Palocci por ter não só ele, mas
outros quadros que estão devidamente habilitados a fazer o
trabalho de articulação, de diálogo e de
construção de consenso sem o qual a reforma tributária
não será aprovada".
A matéria foi alterada para correção de informação (o nome do líder do PDT).
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