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18 de Março de 2008 - 20h22 - Última modificação em 19 de Março de 2008 - 12h58


Indicação de Palocci para relatar reforma tributária não encontra resistências

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A indicação do deputado Antonio Palocci (PT-SP) para relatar a proposta de reforma tributária na comissão especial da Câmara não encontrou resistências. A oposição não impôs restrição, e entende que Palocci terá condições de relatar a reforma pela experiência que adquiriu como ministro da Fazenda.

Outro nome da base aliada do governo que está disputando a relatoria da matéria é o deputado Sandro Mabel (PR-GO). Ele disse que conta com o apoio de cinco partidos da base aliada - PMDB, PR, PP, PTB e PSC -, além de ter bom trânsito nos partidos de oposição.

"Não estou disposto a abrir mão da relatoria. Mas se acharem que é melhor o Palocci, é uma decisão que vai se tomar. O governo pode tomar a decisão que quiser e o presidente da Câmara também", disse Mabel.

Cabe ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), escolher o relator da reforma tributária na comissão especial.

O líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), reconheceu que o ex-ministro tem experiência. "Essa é uma decisão que, pelo regimento da Câmara, cabe ao partido indicar. Eu espero que seja a melhor indicação. Vamos acatar. O tempo dirá como será sua atuação".

O líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que não iria discutir o mérito da indicação, mas a forma da escolha.

"Não houve conversa coma a oposição. Primeiro, queremos discutir os procedimentos. Queremos negociar. É muito cedo para falar em relatoria. Só depois de votada a admissibilidade pela CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] é que o governo e a oposição devem sentar para discutir nomes para a presidência e relatoria da comissão", defendeu.

Para o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), "quem já foi ministro da Fazenda tem condições de ser relator da reforma tributária".

O líder do PDT, Vieira da Cunha (RS), disse que Palocci é um nome que reúne todas as condições para relatar a reforma tributária. "Ele foi ministro da Fazenda, tem conhecimento de causa e, por certo, fará um trabalho a altura da responsabilidade do cargo de relator".

Embora tenha indicado o nome do ex-ministro para a relatoria da reforma tributária, o líder do PT, Maurício Rands (PE), disse que é favorável ao diálogo com a oposição sobre a indicação da presidência e da relatoria. "Essa reforma não é nem do governo nem da oposição. Ela é do Estado, então eu quero dialogar com a oposição", disse.

Segundo ele, a bancada do PT apresentou o nome do deputado Antonio Palocci por vários motivos: pelo reconhecimento do trabalho que ele fez quando ministro da Fazenda; do grande trânsito que tem no Congresso, nas bancadas da base e da oposição e também nos setores produtivos e na sociedade civil organizada.

Ao ser questionado pela imprensa se o PT abriria mão da indicação do ex-ministro para o cargo, o líder afirmou: "O PT não tem nenhuma posição de intransigência. Ele apresenta o nome de Palocci por ter não só ele, mas outros quadros que estão devidamente habilitados a fazer o trabalho de articulação, de diálogo e de construção de consenso sem o qual a reforma tributária não será aprovada".



A matéria foi alterada para correção de informação (o nome do líder do PDT).
 


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