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20 de Março de 2008 - 18h08 - Última modificação em 20 de Março de 2008 - 18h14


Entidades associam suicídio de índios tikuna a problemas sociais e culturais

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O crescimento do número de suicídios entre os Tikuna, conforme relatos de lideranças indígenas da região de Tabatinga, envolve a vulnerabilidade social provocada pela ausência do Estado e questões culturais de relacionamento com a sociedade dos municípios vizinhos às aldeias.

Este foi o diagnóstico de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) ouvidos pela Agência Brasil sobre as causas das mortes.

O coordenador geral da Coiab, Jecinaldo Barbosa Cabral, lembrou que falta de políticas de desenvolvimento sustentável nas aldeias compromete a perspectiva de vida dos jovens. Mas ressaltou o impacto cultural dos índios ao frequentarem a cidade: “Eles sofrem discriminação na escola, nas ruas e perdem a auto-estima”.

Cabral ressalvou a necessidade das autoridades promoverem inicialmente um levantamento qualitativo e quantitativo confiável sobre os casos de suicídios indígenas. Há, segundo ele, imprecisão nos números, mas trata-se de um questão de “consequências gravíssimas”.

O diretor de Assistência da Funai, Aloysio Guapindaia, reconhece a carência de alternativas de renda enfrentada nas aldeias e defende uma atuação em duas frentes para se combater adequadamente os atentados do índios contra suas próprias vidas. “Temos que atuar na preservação cultural, mas também na sociedade envolvente, no sentido de que possa compreender e aceitar melhor os índios. Ainda existe muito preconceito, que decorre da falta de conhecimento”, afirmou.



 


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