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Rio de Janeiro - O programa Caminho da
Escola, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), para financiar a aquisição de veículos
para o transporte escolar na área rural, já habilitou
cerca de 1.600 prefeituras, das mais de três mil interessadas,
desde sua criação no final do ano passado.
O chefe do Departamento
de Máquinas e Equipamentos do BNDES, Cláudio Leal,
informou que esses municípios “consumiram praticamente a
totalidade do orçamento do programa, que é de R$ 600
milhões”. Leal disse que o orçamento original do
programa era de R$ 300 milhões, mas foi dobrado recentemente.
A linha de crédito
está atrelada ao programa Caminho da Escola, do Ministério
da Educação. O ministério identificou que a
falta de transporte é uma das principais causas da evasão
escolar entre os cerca de 8,4 milhões de estudantes que vivem
na zona rural.
A quantidade de
veículos, entre ônibus e embarcações, é
estabelecida com base no censo escolar anual do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE).
“De posse dos termos
de adesão ao programa, o BNDES aplicou uma tabela de
hierarquia de municípios, que também foi estabelecida
pelo MEC, para proceder a habilitação. É como se
fosse uma espécie de lista de aprovados no vestibular”,
comparou Cláudio Leal.
Ele explicou que a
partir dessa habilitação, os pedidos das prefeituras,
em parceria com os agentes financeiros, que são os
repassadores dos recursos do BNDES, começam a tramitar para
obter autorização de endividamento junto à
Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que verifica a capacidade de
contrair dívida por parte de cada município em função
da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Com a realização
de eleições municipais este ano, foi definido um prazo
limite para as contratações dentro do programa,
esclareceu Leal. Esse prazo se encerra no final de junho próximo.
A expectativa do BNDES é que os 1,6 mil municípios
habilitados sejam contratados até essa data limite.
Uma novidade
introduzida pelo programa, que trouxe agilidade às operações,
segundo Leal, foi a realização de um pregão
eletrônico prévio que definiu os fornecedores dos
veículos.
“Isso facilita muito
porque os municípios não precisam fazer processos de
licitação para selecionar quem vai fornecer o veículo.
O que o município precisa fazer é aderir a esse pregão
eletrônico, onde já se encontra um vencedor para cada
especificação de veículo”.
Leal acredita que a
experiência poderá ser aplicada a outros programas
semelhantes.
O financiamento tem
prazo de pagamento de 72 meses, com carência de seis meses. O
custo financeiro inclui a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que
corrige os empréstimos do BNDES, hoje de 6,25% ao ano, mais 1%
de remuneração do banco e até 3% de remuneração
dos agentes financeiros.
Os primeiros convênios
já foram assinados este mês com cinco prefeituras de
Mato Grosso do Sul: Costa Rica, Bonito, Nioaque, Santa Rita do Pardo
e Sidrolândia.
Cláudio Leal
disse que o dinheiro do financiamento não passa pelas
prefeituras. Vai direto para o fornecedor do veículo que, por
sua vez, tem a obrigação de entregar nas prefeituras,
dentro das condições estabelecidas pelo programa.
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