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Rio de Janeiro - A presidente do
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil
do Rio de Janeiro, Vera Costa, garantiu hoje (20) que os fiscais
estão fazendo rodízios nas unidades para poder cumprir
a imposição legal de manter 30% do quadro trabalhando.
A categoria entrou nesta quinta-feira (20) no terceiro dia de
paralisação das atividades.
“Existe uma variação
em termos de adesão à greve, que vai de 60% a 70%, que
é o máximo possível por lei. Nesse máximo
possível, nós estamos com 90% de adesão”,
disse.
A Superintendência
da Receita Federal no Rio de Janeiro informou por meio de sua
assessoria que por enquanto não houve muito prejuízo em
razão da greve. De acordo com a assessoria, o órgão
não está recebendo reclamações.
O fato de 30% do
efetivo ser mantido em atividade em todas as unidades da Receita
Federal, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em
relação às greves no serviço público,
ameniza bastante os prejuízos, avalia a superintendência.
O inspetor chefe da
Alfândega do Porto do Rio de Janeiro, Fernando Fráguas,
informou que as prioridades para liberação de cargas no
porto são medicamentos e produtos perecíveis, além
de casos urgentes.
A presidente do
Unafisco/RJ, Vera Costa, disse, no entanto, que apesar de não
ter ainda uma dimensão dos efeitos desse início de
paralisação, os pátios dos armazéns dos
Portos do Rio de Janeiro e de Sepetiba já estão
acumulando cargas.
“No Aeroporto
Internacional Tom Jobim é que começa a ter um acúmulo
maior de carga, mas ainda não dá para medir porque o
tempo ainda é muito curto. E agora vem um feriado, que é
um período em que existe mesmo uma queda normal no movimento
de cargas”, disse.
A presidente do
Unafisco disse que é na semana que vem que poderão ser
sentidos mais fortemente os efeitos da greve.
Vera Costa informou que
nos Portos de Uruguaiana (RS) e de Santos (SP) e no Aeroporto de
Viracopos (SP), onde é grande o movimento de cargas, a
capacidade de armazenamento já está quase esgotada.
Nos aeroportos Vera
Costa disse que o fluxo de passageiros não é
interrompido totalmente. “O que se faz é uma operação
padrão. E conforme esse fluxo é maior, existe uma
retenção maior. É o que costuma acontecer quando
há acúmulo de vôos”.
De acordo com Vera
Costa, o atendimento ao público nas unidades da Receita
Federal para prestação de esclarecimentos e informações
sobre as declarações do Imposto de Renda 2008 está
interrompido desde o primeiro dia de greve.
A expectativa dos
dirigentes do Unafisco é que na próxima semana o
governo sinalize com uma proposta e atenda às reivindicações
da categoria. Se a paralisação continuar, Vera Costa
disse que os auditores estudarão uma maneira de suprir o
atendimento à população, estendendo o serviço
ao próprio sindicato.
A presidente do Unafisco do Rio alertou que os grevistas podem
recrudescer na próxima semana, caso o governo não
apresente uma nova proposta para negociação.
Vera Costa disse que a reivindicação dos
auditores não se limita à equiparação com as carreiras consideradas essenciais,
como a Polícia Federal e a Advocacia Geral da União(AGU).
“O que está deixando a categoria muito indignada é o
tratamento discriminatório de procurar rebaixar as nossas
atribuições e desvalorizar o cargo”, afirmou.
* Atualizada às 18h20 para complementar informações
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