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20 de Março de 2008 - 13h02 - Última modificação em 20 de Março de 2008 - 13h12


Vendas do comércio na Páscoa crescem 8% em relação a 2007

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O último levantamento da Serasa sobre o nível de atividade do comércio no período de Páscoa indica um aumento de 8,1% nas compras em relação ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados hoje (20) pelo assessor econômico da instituição, Carlos Henrique de Almeida, e são relativos ao final de semana passado. A Serasa é uma empresa especializada em análises e informações para decisões de crédito.

Segundo Carlos Henrique, o crescimento nas vendas deve-se às promoções e às facilidades do crédito, inclusive dos cartões. Ele lembra que o mês de março é crítico e sazonalmente de elevação da inadimplência porque as pessoas estão pagando impostos como o Instituto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e também porque é o mês em que vencem as últimas parcelas das compras de Natal.

A inadimplência, segundo ele, aumentou 7,5% no primeiro bimestre deste ano em relação ao dois primeiros meses ano passado. “Como esse ano a Páscoa está caindo mais cedo, ela [a inadimplência] pode contribuir para aumentar esse indicador”, analisou.

Carlos Henrique aconselha as pessoas que ainda não fizeram as compras da Páscoa a evitarem o endividamento além da real capacidade de pagamento. O assessor da Serasa lembra que o crédito é mais adequado para compras de um bem durável, como eletrodomésticos, que tem um maior valor agregado.

“Comprar ovo de Páscoa em dez vezes é meio complicado, né? Porque a satisfação do ovo de Páscoa é imediato. Não é como o um bem durável, que dá satisfação ao longo de vários meses. O consumidor deve avaliar se vale a pena parcelar num prazo tão longo, sendo que em dois ou três dias ele já consumiu [o produto]”, afirmou.

Quanto ao crescimento da inadimplência, o economista admite que o índice é elevado diante dos juros altos. Por outro lado, os juros não caem porque embutem a inadimplência no custo de captação dos bancos.

“A inadimplência tem que cair. Existe a responsabilidade das duas partes. Do consumidor e do lojista que concede crédito, ele também tem responsabilidade na inadimplência. É importante que um conceda bem o crédito e o outro, que é o consumidor, tome [o crédito] de uma forma bem responsável”.



 


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