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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - O secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Elói Ferreira, destaca a política de cotas e o projeto de Estatuto da Igualdade Racial como avanços alcançados nos cinco anos da secretaria na luta contra a discriminação.
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Brasília - Uma pasta destinada
exclusivamente para tratar das políticas de promoção
da igualdade racial e de combate à discriminação
mostram que “o governo Lula inaugurou uma história nova na
luta pela igualdade racial”. A conclusão é do
secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Elói
Ferreira.
A secretaria completa cinco anos de existência
hoje (21), dia em que também se celebra o Dia Internacional
contra a Discriminação Racial. Ao fazer um balanço
das ações da pasta, ele destacou a implementação
da política de cotas para negros nas universidades e o
Estatuto da Igualdade Racial, que tramita na Câmara dos
Deputados.
O secretário define as cotas como um marco,
uma das principais políticas de combate à
discriminação. “Naturalmente que enfrenta
resistências ainda, mas que estão sendo demovidas pouco
a pouco, porque se percebe que não é uma política
que tem a pretensão de ser eterna, mas que busca dar as
condições para que o negro alcance o espaço na
universidade, alcance o espaço pela educação,
que antes não era possível”, afirmou Ferreira, em
entrevista à Agência Brasil.
Para ele, o
Estatuto da Igualdade Racial é um marco na luta pela igualdade
entre raças. “O estatuto se coloca como talvez o marco legal
contemporâneo que vai dar mais relevo à luta da
igualdade racial depois da Lei Áurea, de 1888, por tratar de
diversos temas, como a questão da educação e
também a titulação das terras quilombolas”,
observou.
A questão quilombola também é
citada pelo secretário como um avanço importante. “O
governo colocou na agenda do debate nacional, como prioridade, trazer
essas comunidades para o foco do debate e levar para elas situações
de avanço social, serviços públicos, educação,
cultura e sobretudo o reconhecimento das áreas que elas
ocupam, a titulação dessas áreas”, disse.
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