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Brasília - O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pneumologia
e Tisiologia (SBPT) assinaram hoje (20) um acordo de cooperação técnica e
científica voltado para a prevenção de doenças respiratórias, como asma,
pneumonia, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), tuberculose e tabagismo.
A iniciativa prevê ações conjuntas, como campanhas educativas
voltadas à prevenção ao tabagismo e outros fatores de risco à saúde. O acordo permite também capacitar os
serviços de saúde e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), sejam das Unidades Básicas de Saúde,
ou das emergências, além de realizar investigação científica sobre as doenças.
De acordo com o diretor do Departamento de Ações Programáticas
do Ministério da Saúde, Adson França, o combate ao tabagismo deve ser o ponto
principal focado pelo governo nessa parceria. Ele também disse que em breve
será criada uma área especial dentro do ministério dedicada especificamente à
saúde dos homens.
“A primeira causa de óbito em relação ao homem é o câncer de
pulmão. Além disso, o tabagismo é um fator de risco para uma série de outras
doenças”, disse.
Segundo o presidente da SBPT, Antônio Carlos Lemos, as doenças
respiratórias representam um alto percentual dentro dos atendimentos nos postos
de saúde e também no número de mortes registradas.
“Cerca de 30% das pessoas que procuram atenção primária na
saúde são pessoas com sintomas respiratórios, ou seja, quase um terço da
população que procura atenção primária da saúde. As doenças respiratórias
também são responsáveis por um elevado número de mortes, e, muitas vezes, mortes
prematuras”, afirmou Lemos.
Dados do SUS mostram que a
cada ano mais de 350 mil brasileiros dão entrada nos hospitais vítimas de asma.
E cerca de 12% de todas as internações do sistema público são feitas por diagnóstico de
asma, pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica, essa última causada,
especialmente, pelo tabagismo. O Ministério calcula um gasto de R$ 600 milhões
por ano com o tratamento dessas doenças.
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