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Brasília e Foz do Iguaçu (PR) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
descartou hoje (20) a possibilidade de alta nos preços da
gasolina em função das oscilações do valor do barril de petróleo nas bolsas de
valores.
Ontem (19), por exemplo, o barril de petróleo
fechou a US$ 104,48, preço considerado ainda elevado apesar de menor que o patamar alcançado na semana passada de US$ 112. “Se não aumentou quando chegou a US$ 110, agora que
o preço caiu [do barril de petróleo], por que os preços
aumentariam?”, indagou o presidente.
Ele disse também que o governo vê com
cautela a crise norte-americana, mas que está tranqüilo
porque hoje o Brasil tem uma pauta de exportações
diversificada. “Não dependemos mais de um só país.
Temos relações comerciais de Argentina a Chile, de
Índia a Colômbia, de Venezuela a Vietnã, de
Equador a países árabes”, comentou.
O presidente participou hoje de cerimônia em
que foram assinados convênio para cessão de águas
públicas para aqüicultores e termo de cooperação
técnica para estudo de viabilidade técnica e econômica
para construção de um alcoolduto ligando Campo Grande
(MS) ao Porto de Paranaguá, no Paraná.
Ele traçou a importância da
construção de um duto de transporte de etanol até
Paranaguá devido a posição estratégica do
porto, que escoa a produção brasileira do combustível
para o mundo. Lula lembrou a meta a ser atingida pela União
Européia de adicionar 10% de etanol na gasolina, estabelecida
pelo Protocolo de Kioto, o que provocará mais demanda pelo
combustível.
"Mais dia ou menos dia, a União
Européia terá que cumprir até 2020, 10% de
etanol na gasolina. E, quando chegar o momento, eles vão ter
que saber de quem que eles vão precisar e não tem outro
país com o maior potencial de vender do que o Brasil",
afirmou.
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