



|
Foz do Iguaçu (PR) - O diretor jurídico
de Itaipu Binacional, João Bonifácio Cabral Filho,
afirmou hoje (21), em Foz do Iguaçu (PR), que o contrato de
formação da estatal, de propriedade dos governos
brasileiro e paraguaio, é bom para ambas as partes.
Ao comentar declarações
do candidato à presidência do Paraguai, Fernando Lugo,
de que, se eleito, vai propor a renegociação do
contrato, assinado em 1974, Cabral disse que não há possibilidade
alguma do Brasil renegociar o contrato de Itaipu Binacional.
“Ele [o contrato]
prevê que, 50 anos depois da assinatura, sejam renegociadas
suas bases financeiras”, disse. O diretor jurídico diminuiu
a importância das declarações do candidato à
presidência do Paraguai, líder nas pesquisas de opinião.
“São colocações de cunho eleitoral. Em todas
as eleições, este tema é revivido no Paraguai”.
Pelo contrato, com
validade até 2023, cada país tem direito a 50% da
produção de energia, sendo que o Brasil tem prioridade
de compra sobre o excedente. Cabral Filho disse ainda que o Brasil
tem sido justo com o Paraguai na execução do contrato.
Segundo ele, o país
vizinho recebeu, nesse período, USS 3 bilhões
referentes a royalties. “Isso mesmo antes de pagarmos as dívidas
da construção da usina”, enfatizou. O Brasil recebeu
o mesmo valor.
“Tenho certeza que o
presidente que ganhar as eleições, quando colocar os
pés na realidade, vai ver o que é Itaipu e terá
uma posição menos passional”, disse Cabral Filho.
|
|