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20 de Março de 2008 - 17h13 - Última modificação em 21 de Março de 2008 - 11h18


Pessoas com suspeita de dengue reclamam do atendimento nos hospitais do Rio


Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - As pessoas que procuram atendimento nos hospitais públicos do estado e do município do Rio de Janeiro com suspeita de dengue estão encontrando dificuldades para o atendimento. Elas reclamam da espera, da má qualidade das consultas e da lotação das enfermagens.

No Hospital Getúlio Vargas, o estudante Rafael Alves disse que passou duas horas na fila a espera de atendimento. O mesmo aconteceu com a dona de casa Ana Lúcia dos Santos no Hospital Salgado Filho, do município. Ao acompanhar o filho, constatou que a emergência estava lotada.


“Está muito cheio de gente com dengue, principalmente crianças”, disse.

A Secretaria de Saúde do estado confirmou que a demanda aumentou e, conseqüentemente, as filas. Por meio da assessoria a imprensa, a secretaria informou que apesar da espera todos são atendidos.

A Secretaria municipal de Saúde também reconheceu o problema, e informou que só o Hospital Salgado Filho recebe cerca de 350 pessoas por dia com suspeita de dengue.

Na fila do Salgado Filho, a doméstica Simone dos Santos se queixou do atendimento que recebeu no posto médico perto do hospital. Com a filha de quatro anos com suspeita de dengue, ela disse que a médica a aconselhou a voltar para casa.

“Estamos vendo que essa doença mata, não posso esperar. Não voltarei para casa com minha filha desse jeito”, afirmou.

O movimento nas clínicas particulares também aumentou. A Federação de Hospitais Particulares do Rio informou que os atendimentos mais do que dobraram na capital.

“Estamos diante de um cenário epidêmico, e portanto de uma situação crítica”, disse José Carlos Abrahão, presidente da federação, em nota.





 


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