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Brasília - O aumento dos casos de dengue no começo deste ano no município do Rio
de Janeiro é decorrente das mudanças no regime de chuvas durante o
verão, que prejudicaram as ações de combate ao mosquito transmissor da
doença, admitiu hoje o prefeito Cesar Maia.
“As mudanças no regime de
chuvas neste verão dificultaram a ação dos governos e das pessoas”,
disse, em entrevista por e-mail à Agência Brasil.
Quando indagado sobre o registro de 2 mil casos
da doença em apenas um dia, o prefeito não confirmou a existência de uma epidemia de
dengue no Rio. Mas reconheceu que a situação é grave no
bairro de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.
“Houve uma contração em
Jacarepaguá. Com os exames de fins de janeiro e fevereiro chegando,
poderemos confirmar que sim, em Jacarepaguá”.
Segundo ele, apesar do alto número de mortes causadas
pela dengue até agora (oficialmente 30 mortos), neste mês nenhum óbito
foi registrado nos hospitais do município.
“O ponto mais grave continua
sendo a letalidade, que em março, nos hospitais municipais, está quase
zerada”.
Cesar Maia disse ainda que, como medida para combater
o aumento de casos da doença, há 15 dias ele implementou um gabinete de crise, por meio de decreto.
Ele acrescentou que os integrantes desse gabinete participarão da reunião do gabinete de crise criado pelo
Ministério da Saúde. O encontro está previsto para ocorrer segunda-feira (24), no Rio.
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