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Brasília - A legislação de águas do Brasil, que inclui a Lei
das Aguas, sancionada em 1997, e o Plano Nacional de Recursos
Hídricos, aprovado em 2006, está entre as mais modernas
do mundo. No entanto, é preciso garantir a implementação
para obter resultados internos significativos na preservação
de rios, lagos, lagoas e das regiões costeiras. A avaliação
é do coordenador do Programa Água para a Vida da organização não governamental WWF Brasil, Samuel
Barreto.
“Do ponto de vista da política pública, o Brasil tem
uma das políticas mais avançadas do mundo. A Europa,
por exemplo, só conseguiu aprovar em 2000 sua política
de águas. Mas ainda é preciso fazer a lição
de casa, porque ao andar por todo o país o que a gente percebe
é que os rios estão sendo degradados”, alertou
Barreto em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio
Nacional.
A solução, de acordo com Barreto, passa pela
implementação das políticas nacionais e
estaduais de recursos hídricos, mas o primeiro passo, segundo ele, deve ser
a conscientização com mudanças de hábitos
de consumo de água.
“Por causa da grande quantidade de recursos hídricos do país
dá impressão de que a água nunca vaia acabar, e
não é verdade. É importante que cada cidadão
faça sua parte, revendo os hábitos de uso dentro de
casa”, sugeriu.
Para comemorar o Dia Mundial da Água, o WWF lançou a
campanha Nascentes do Brasil. O objetivo, segundo Barreto, é
“convocar a sociedade e os governos” para a necessidade de
preservação dessas áreas, que entre outros
serviços ambientais, servem as bacias hidrográficas que
abastecem as áreas urbanas.
“Atividades crescendo de forma desordenada, invadindo as áreas
periféricas, desmatando, com problema de lixo e de esgoto
correndo para dentro desses ambientes, do aterramento de nascentes,
comprometem a qualidade e a quantidade de água. O ritmo de
degradação é muito maior do que a resposta dada
pelos órgãos públicos para proteger essas
áreas”, afirmou.
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