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22 de Março de 2008 - 13h46 - Última modificação em 22 de Março de 2008 - 17h31


Parlamento Europeu admite boicote às Olimpíadas por violência contra Tibete

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Hans Gert Pöttering, defendeu hoje (22) “medidas de boicote” aos Jogos Olímpicos de Pequim caso a China continue a recusar o diálogo com Dalai Lama, líder espiritual tibetano.

“Pequim tem de se decidir. É preciso entrar em conversações imediatamente com o Dalai Lama, mas se não houver nenhum sinal de comunicação, eu considero que as medidas de boicote [dos jogos olímpicos] serão justificadas”, afirmou Pöttering numa entrevista a um jornal alemão.

O presidente apela aos países da União Européia a falar "a uma só voz" em matéria de defesa dos Direitos Humanos no Tibete. “A China é um parceiro importante da Europa, por exemplo, na proteção do clima, assim, o diálogo e a cooperação devem assim ser recíprocos; no entanto, o povo tibetano não deve ser sacrificado, perderíamos o nosso amor-próprio”, considerou.

O Dalai Lama, líder espiritual dos budistas tibetanos, afirmou quinta-feira (20) estar disponível para um encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, se receber "indicações concretas" de que Pequim deseja dialogar. A violência no Tibete começou no dia 14, por ocasião do aniversário da revolta tibetana de 1959 contra a presença chinesa.

A China acusou hoje (22) o Dalai Lama de enganar a comunidade internacional com a sua oferta de diálogo e elevou de 13 para 19 o número de mortos provocados pelos distúrbios no Tibete.

Segundo as últimas contas do governo tibetano, o número de mortos durante os protestos na capital do Tibete ascende a 18 civis e um policial, enquanto o número de feridos soma 382 civis, 58 em estado considerado grave, e 241 policiais, 23 dos quais em “estado crítico”.

Este balanço oficial chinês contrasta, no entanto, com o do governo tibetano no exílio, que fala em 99 tibetanos mortos, 80 em Lhasa, e 19 atingidos a tiro pela polícia na província de Gansú.

*Com informações da Agência Lusa.

 


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