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23 de Março de 2008 - 20h48 -
Última modificação
em 23 de Março de 2008 - 20h48
Dengue leva Ministério da Saúde a instalar gabinete de crise no Rio
Juliana Cézar Nunes e Aline Beckstein*
Repórteres da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Rio de Janeiro - O Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti (Hemorio) está operando com baixa no estoque de plaquetas, devido ao aumento de 30% registrado no último mês na demanda de sangue para atender aos casos de dengue no estado. A plaqueta é um dos componentes sanguíneos necessários nas transfusões
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Brasília e Rio de Janeiro - Começa a funcionar nesta segunda-feira (24), no Rio, o
gabinete de crise do Ministério da Saúde para auxiliar os governos estadual e municipais
no combate a dengue e no atendimento à população contaminada pela doença. Uma reunião à tarde entre representantes do ministério, das Forças Armadas e
dos governos locais irá definir as prioridades de ação.
O ministro da Saúde,
José Gomes Temporão estará na cidade para eventos sobre aids e tuberculose, mas a participação dele no encontro não está prevista até o momento.
“O problema maior é organizar a atenção básica. O que inclui de fornecimento de
camas a plaquetas [componente do sangue indispensável para as transfusões]”,
afirma o secretário-adjunto nacional de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta. “Mas
as prioridades estão sendo estudadas e serão definidas na reunião desta segunda,
em parceria.”
De acordo com o Ministério da Saúde, enquanto no restante
do país houve uma queda de 40% na incidência dos casos de dengue neste início
de ano, a capital fluminense superou em mais de 100% o número de casos em
comparação ao mesmo período em 2007. Uma das falhas apontadas pelo ministério é a baixa implementação das equipes de saúde da família, que cobrem hoje apenas 8% da população do município.
Durante viagem a Washington, o ministro da Defesa, Nelson
Jobim, disse que as Forças Armadas “estão dispostas a ajudar” no combate à dengue
e no tratamento dos infectados com a doença. Jobim levantou a possibilidade de
os hospitais de campanha participarem da ação, como há dois anos, durante a
intervenção federal na saúde no estado.
O secretário de Saúde do Rio,
Sérgio Côrtes, já admitiu que o estado vive uma epidemia de dengue. Entre
quarta e quinta-feira, em apenas um dia, foram notificados dois mil casos de
pessoas contaminadas pela doença.
Os governos locais ampliaram o
número de leitos nos hospitais para receber pacientes e reforçaram as ações de
prevenção. A população foi orientada a usar calças e blusas de manga comprida
para evitar picadas do mosquito transmissor da dengue. O hemocentro
reforçou o apelo por doadores de sangue.
Moradores
protestaram sábado e domingo contra o que classificam como falhas na prevenção da doença e
atendimento aos pacientes. A Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, na Baixada
Fluminense, confirmou neste domingo a morte de um menino de 12 anos de idade com
suspeita de dengue.
A última morte confirmada
pela Secretaria Municipal de Saúde foi de uma menina de 14 anos, moradora na
Praça Seca, na zona oeste, em um hospital de Jacarepaguá. A dengue ainda pode ter causado a morte de um bebê de
sete meses, que estava internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Também
está sendo investigada a morte de uma mulher grávida de oito meses, que teria
contraído a doença.
Colaboraram Paulo Virgilio, Thais Leitão, Ana Luiza Zenker e Aécio Amado
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