|
Rio de Janeiro - As filas e reclamações prosseguem nas emergências dos
hospitais públicos da zona oeste do Rio de Janeiro, onde as
pessoas com suspeita de dengue estão procurando atendimento. A região concentra o maior número
de registros da doença na cidade.
No Hospital Estadual
Pedro II, em Santa Cruz, onde na semana passada mais dez leitos foram
abertos para reforçar o atendimento a pacientes com dengue,
dois pediatras trabalhavam no plantão na manhã de hoje
(24).
Às 11h, no
entanto, mais de 20 crianças aguardavam na fila. A dona de
casa Maria Herculano, mãe de Elias, de 1 ano e 11 meses, com
suspeita de dengue, reclamou da situação. Ela estava na
fila para atendimento há cerca de duas horas.
"Isso aqui está
muito cheio e é difícil ficar com criança desse
jeito, mas não posso voltar para casa com ele assim.
Infelizmente, preciso ter paciência", disse.
A dona de casa Helena
de Almeida também tinha a mesma reclamação do
atendimento. "Estive aqui com ele na última sexta-feira
(21) e apesar de já suspeitarmos que ele tinha dengue, a
médica que nos atendeu não pediu o exame de sangue. Ela
me mandou voltar se ele não melhorasse. Por isso estamos aqui
de novo, esperando há mais de uma hora e sem saber quando
seremos atendidos", disse.
No Hospital Estadual
Albert Schweitzer, em Realengo, também na zona oeste, as
reclamações se repetiram. Os adultos com suspeita de
dengue que procuravam atendimento na unidade de saúde também
encontraram dificuldades.
A chefe de equipe do
Hospital Albert Schweitzer, Patrícia Coelho, reconheceu que os
atendimentos estão "muito acelerados por causa da
epidemia de dengue", mas garantiu que todos os médicos de
plantão - cinco pediatras e dez clínicos gerais -
estavam trabalhando normalmente.
Na semana passada, Ana
Clara Gonçalves, de sete meses, morreu na unidade, após
ter passado pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bangu, onde
uma pediatra havia faltado ao plantão.
A Secretaria estadual
de Saúde reconheceu, por meio de sua assessoria de imprensa,
que com a epidemia de dengue, a demanda nas emergências dos
hospitais aumentou e, conseqüentemente, as filas. Mas garantiu
que todos os pacientes estão recebendo atendimento.
|