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24 de Março de 2008 - 18h58 - Última modificação em 25 de Março de 2008 - 07h53


Incidência de dengue deve continuar alta no Rio até o fim de abril, diz ministro

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr/ABr
Rio de Janeiro - No Retiro dos Artistas, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, inuguram tenda onde serão feitos exames clínicos e laboratoriais em pessoas com suspeita de dengue
Rio de Janeiro - No Retiro dos Artistas, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, inuguram tenda onde serão feitos exames clínicos e laboratoriais em pessoas com suspeita de dengue
Rio de Janeiro - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (24) que a alta incidência de casos de dengue no Rio de Janeiro deve durar até o fim de abril.

Ao visitar a sede do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs) da Rocinha, Temporão lembrou que, para ser eficiente, o combate à dengue tem que se dar nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal.

"Cada nível de governo tem atribuições e responsabilidades muito claras. A dengue vive hoje esse quadro de epidemia no estado. E o mais importante é responder ao questionamento da população: como a situação será resolvida? É preciso atender bem as pessoas, reduzir o tempo de espera, o número de óbitos e ampliar o acesso ao atendimento. É isso que a população quer ouvir.”

Temporão defendeu um conjunto de ações articuladas, inclusive com a presença das Forças Armadas, que também aderiram às ações de combate à doença. “É preciso essa ação integrada e articulada, porque a situação é grave”, disse o ministro.

Ele ressaltou, porém, que a situação de gravidade, com um número cada vez maior de notificações e óbitos causados pela doença, só está se verificando no Rio de Janeiro, onde houve “falha” no combate ao vetor.

“Está situação só está acontecendo no Rio. No Brasil inteiro, o número de casos de dengue encontra-se em queda – 40% a menos em relação ao ano passado. É um problema específico aqui do estado, e nós estamos aqui para tentar melhorar esse quadro”.

Segundo o ministro, a consciência da gravidade da situação e a perspectiva de que o quadro só venha a melhorar no final de abril levaram o governo federal a adotar uma série de medidas para minimizar o problema.

“Estamos ampliando o número de pontos de atendimento ambulatorial para desafogar as emergências dos hospitais e, assim, reduzir o tempo de espera, melhorar a qualidade do atendimento e reduzir óbitos”.

Temporão negou que o governo federal tenha tomado providências para minimizar o problema somente agora, depois do aumento do número de notificações e de óbitos.

“Desde outubro, estamos trabalhando, com reuniões quase semanais no Rio. Estamos liberando recursos, dando assessoria e treinando pessoal. Sem mosquito, não tem epidemia. Então, a grande falha foi no combate ao vetor, mas o momento agora não é de fazer acusações e tampouco de polemizar. Isso é muito desagradável. A população quer respostas objetivas e claras”.

A visita do ministro Temporão à sede do  Programa de Agentes Comunitários de Saúde da Rocinha fez parte da programação do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.


 


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