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Rio de Janeiro - O ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, anunciou hoje (24) uma série de
medidas para combate ao mosquito da dengue e atendimento às
pessoas infectadas pela doença no Rio.
Foi anunciada a
liberação de 300 agentes de saúde e 15 carros de
fumacê para atuar contra o Aedes aegypti, mosquito que
transmite a doença. Temporão também informou que
serão abertos mais 119 leitos para atendimento aos enfermos
nos seis hospitais federais do Rio (já havia 104, segundo ele). O reforço previsto para
esses locais inclui a contratação temporária de
671 profissionais de saúde.
Segundo o ministro, cada
veículo pode pulverizar cerca de 100 quarteirões por
dia.
Começa a
funcionar hoje o gabinete de crise do Ministério da Saúde
para auxiliar os governos estadual e municipais no combate a dengue e
no atendimento à população contaminada pela
doença. Uma reunião à tarde entre representantes
do ministério, das Forças Armadas e dos governos locais
irá definir as prioridades de ação.
De
acordo com o ministério, enquanto no restante do país
houve uma queda de 40% na incidência dos casos de dengue neste
início de ano, a capital fluminense superou em mais de 100% o
número de casos em comparação ao mesmo período
em 2007. Uma das falhas apontadas pelo órgão federal é
a baixa implementação das equipes de saúde da
família, que cobrem hoje apenas 8% da população
do município.
Durante viagem a Washington, o
ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que as Forças Armadas
“estão dispostas a ajudar” no combate à dengue
e no tratamento dos infectados com a doença. Jobim levantou a
possibilidade de os hospitais de campanha participarem da ação,
como há dois anos, durante a intervenção federal
na saúde no estado.
O
secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes,
já admitiu que o estado vive uma epidemia de dengue. Na
semana passada, em
apenas um dia, foram notificados 2 mil casos de pessoas
contaminadas.
Os governos locais ampliaram o número de
leitos nos hospitais para receber pacientes e reforçaram as
ações de prevenção. A população
foi orientada a usar calças e blusas de manga comprida para
evitar picadas do mosquito transmissor da dengue. O
hemocentro reforçou o apelo por doadores de sangue.
Moradores
protestaram ontem e no último sábado (22) contra o
que classificam como falhas na prevenção da doença
e no atendimento aos pacientes.
A matéria foi alterada para acréscimo de informações. Também foi corrigido o número de novos leitos destinados a pacientes com dengue.
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