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Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou hoje
(24) que o governo esteja estudando medidas para restringir o
crédito. Segundo ele, o governo pretende apenas assegurar o
crescimento estruturado da economia por meio do estímulo aos
investimentos.
"Nos próximos dias, vou conversar com
representantes de vários setores para saber se eles estão
em condição de ampliar a oferta e atender o crescimento
da demanda nos próximos anos", disse o ministro. "Prefiro a economia crescendo 5% por 10 ou 20 anos a um rompante que seja abortado por causa de um desequilíbrio", adicionou.
Entre os setores com os quais Mantega presente
conversar estão a indústria automobilística, a
siderurgia e a indústria do cimento. O ministro também
adiantou que, na próxima quarta-feira (26), se reunirá
com representantes de instituições financeiras para
avaliar a expansão do crédito no país.
"Se
o setor financeiro disse que segura a alavancagem [crescimento da
demanda], estarei mais seguro. A preocupação não
é com o presente, mas com o futuro", afirmou.
Na semana passada, Mantega teria dito que empréstimos de 80 ou 90 prestações para aquisição de veículos seriam muito longos. A restrição ao crédito, ou seja, a determinação de fixar número de parcelas seria uma forma do governo conter a inflação.
Matéria atualizada para acréscimo de informações
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