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Brasília - O vice-presidente do
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil em Brasília (Unafisco/DF), Luiz Bomtempo, disse hoje (24) que a categoria não aceita a mudança na recomposição salarial anunciada pelo governo.
Em greve há uma semana, os auditores fiscais negociam desde agosto do ano passado um reajuste de 42%. "Nas últimas negociações, o índice sinalizado pelo governo baixou para 17%", explicou.
Segundo Bomtempo, "falta seriedade na negociação e a categoria não aceita isso". Procurado pela Agência Brasil, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com quem os auditores fiscais negociam a recomposição, ainda não retornou as ligações.
Durante a greve, acrescentou, em Brasília são mantidos 30% dos trabalhadores nos postos fiscais, como determina a legislação: "Eles liberam principalmente as mercadorias perecíveis, medicamentos e produtos explosivos". Apesar de o aeroporto da capital receber quantidade de carga inferior à dos terminais de São Paulo e do Rio de Janeiro, Bontempo alertou que "se a greve persistir por muito tempo, a carga ficará retida, sem previsão de liberação".
Ele lembrou que também poderá haver retenção de carga nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.
A categoria pede equiparação com os salários pagos na Polícia Federal e na Advocacia Geral da União. Hoje, um auditor fiscal da Receita tem salário inicial de R$ 10.155, que pode chegar a R$ 13.382 no final da carreira.
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