Dos 14 projetos em
tramitação no Congresso Nacional que compõem a
agenda mínima apresentada hoje (25) pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) como prioridades para 2008, o
destaque é a proposta de emenda à Constituição
da reforma tributária.
O presidente da CNI, deputado
Armando Monteiro Neto (PTB-PE), disse ao lançar a Agenda
Legislativa para 2008, que o debate sobre a reforma tributária
amadureceu muito nos últimos anos e que, nessa discussão,
é preciso ter a consciência de que não cabe
buscar “fórmulas exóticas”.
Armando Monteiro defendeu que o estímulo aos investimentos deve constar da proposta.
“Não é
possível manter o viés anticrescimento que o sistema
tributário atual tem, quando, por exemplo, por absoluta
irracionalidade, tributa o investimento. Quais são os países
que podem se dar o luxo de tributar o investimento?”,
questionou.
Outros setores, que na visão de Armando
Monteiro deveriam ser desonerados, são as exportações
e a folha de pagamento, que gera dificuldades para o setor exportador
de manufaturas. Ele defendeu ainda que deve ser repensada a
tributação sobre a intermediação
financeira, ou seja, o crédito. “Isso não é
um ônus das instituições financeiras, isso é
um ônus do tomador de empréstimo no Brasil”,
afirmou.
“Se o Brasil não enfrentar essa agenda de reformas, e eu falo no plano macro e microeconômico, ele poderá comprometer o seu processo de crescimento nos próximos anos, sobretudo quando o quadro internacional mudar”.