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Brasília - Prestes a completar um mês em Tailândia
(PA), a Operação Arco de Fogo, criada pelo governo
federal para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, já
resultou na aplicação de multas no valor total de R$
23,1 milhões.
Foram apreendidos 23,3 mil metros cúbicos
de madeira em tora ou serrada extraída ilegalmente da
floresta. As multas são referentes a funcionamento sem licença
ou depósito de madeiras sem origem legal comprovada.
Participam da operação fiscais do Instituto Brasil de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apoiados por agentes da Polícia Federal e a Força
Nacional de Segurança. Já foram vistoriados pela equipe 53
estabelecimentos, entre madeireiras, carvoarias e propriedades rurais
particulares.
Foram embargadas 14 serrarias, 25 carvoarias e seis áreas, onde
foi detectado desmatamento recente em cerca de 4,2 mil hectares.
Caso o proprietário do imóvel rural
notificado pelo Ibama não apresente documentos como título
da terra, autorização para desmate e licença
ambiental, ele é autuado por crime ambiental.
O procedimento
resulta em pena que varia de três meses a um ano, e multa
judicial. Já foram notificadas até agora 12 fazendas
na região de Tailândia, com três fazendeiros
autuados.
Segundo o superintendente do Ibama no Pará, Aníbal Picanço, ainda há material clandestino a ser apreendido na região de Tailândia, mas em quantidade pequena : “Logramos êxito nesta primeira operação e esperamos que as outras também ocorram da mesma forma com aperfeiçoamento de falhas detectadas”.
Em entrevista à Agência Brasil, Picanço garantiu que a Operação Arco de Fogo ainda passará pelas 12 cidades paraenses incluídas na lista elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), dos 36 municípios que mais desmataram a Amazônia em 2007.
Uma preocupação do órgão ambiental na atuação nos próximos municípios é adotar medidas para minimizar o impacto econômico da fiscalização. Em Tailândia, onde cerca de 70% dos moradores dependiam do setor madeireiro, o desemprego aumentou e o comércio foi esvaziado com o embargo de serrarias e carvoarias.
“Estamos fazendo gestões junto aos governos federal e estadual para que [a fiscalização] já chegue com medidas sociais que contemplem o amparo a estes trabalhadores. Justamente para não haver o declínio econômico relatado em Tailândia”, ressaltou Picanço.
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