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Brasília - A Junta Orçamentária
e Financeira deve decidir hoje (25) um contingenciamento de recursos
do Orçamento Geral da União de 2008, sancionado na
última segunda-feira pelo presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva. O objetivo dos cortes é garantir
o cumprimento da meta de superávit primário (receitas
menos despesas do governo), equivalente a 3,8% do Produto Interno
Bruto.
Em reunião programada para as 16h30, a junta vai decidir entre um corte de R$ 15
bilhões a R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e de
investimento dos ministérios. Estão reunidos a ministra da Casa
Civil, Dilma Roussef, o secretário do Tesouro Nacional, Arno
Augustin, o secretário-executivo do Ministério do
Planejamento, João Bernardo e a secretária do Orçamento
Federal, Célia Correia.
O orçamento
aprovado no Congresso Nacional prevê um receita de R$ 687,6
bilhões, um pouco acima das estimativas do Projeto de Lei
enviado pelo Ministério do Planejamento, em agosto de 2007. A
estimativa inicial era de R$ 682,7 bilhões e contava com cerca
de R$ 39 bilhões de recursos da CPMF.
O valor aprovado no
Congresso, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) –
soma dos bens e serviços produzidos no país - caiu de
24,87%, na proposta original, para 24,39%, sem a CPMF. Isso porque a
projeção do PIB passou de R$ 2,774,8 trilhões em
2007, quando o orçamento foi elaborado, para R$ 2,819,5
trilhões estimados para 2008.
O decreto de
Programação Orçamentária e Financeira,
que deverá ser divulgado pelo Ministério do
Planejamento, até quinta-feira (27), vai recair sobre uma
parcela de 20% deste volume geral de receitas, uma vez que a maior
parte é destinada a gastos obrigatórios com saúde,
educação e transferências constitucionais a
estados e municípios.
O corte vai recair
sobre despesas de custeio dos ministérios, como água,
luz, viagens, passagens e serviços de limpeza, e ainda sobre
investimentos e obras públicas, que envolve a rubrica
orçamentária discricionária, de R$ 135,7
bilhões.
O executivo tinha feito
uma previsão de gastos de R$ 129,6 bilhões. O fato de
não ter tido orçamento aprovado nos três
primeiros meses de 2008 contribuiu para um ajuste forçado
neste tipo de despesas, uma vez que a lei prevê para elas um
desembolso mensal de apenas um doze avos.
Caso as receitas
iniciais previstas de R$ 687,6 bilhões venham ser confirmadas
ao longo do ano, a Secretaria de Orçamento e Finanças
poderá rever os valores contingenciados nas novas programações
orçamentárias, o que ocorrer a cada dois meses.
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