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25 de Março de 2008 - 16h01 -
Última modificação
em 25 de Março de 2008 - 16h38
Plano contra epidemia de aids vai combater homofobia no sistema de saúde
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, discursa no lançamento do Plano de Combate à Aids e DST entre Homossexuais
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Brasília - O Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DSTs entre gays, homens que fazem sexo com homem (HSH) e travestis foi lançado na manhã de hoje (25) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
O programa foi traçado após a identificação das vulnerabilidades que contribuem para tornar esse grupo mais suscetível à infecção, entre elas a homofobia e a
dificuldade de acesso à prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no sistema público de saúde.
Uma das metas do plano é garantir até julho de 2008 equipes capacitadas para
atender as demandas para enfrentamento da aids entre gays e HSH nos
programas de saúde em todos os estados. Para tanto, estão previstas
atividades de qualificação e educação permanentes.
Segundo a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela
Simão, ainda não há um valor fechado de recursos que serão destinados
ao programa. No lançamento do plano, foi divulgado também o material elaborado
exclusivamente para gays e HSH, que será distribuído em bares, boates,
festas e espaço frequentados por esse público.
De 1996 para 2006, houve um crescimento de 24% para 41% no percentual de casos de aids entre homossexuais e bissexuais de 13 a 24 anos. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a variação foi de 26% para 37%. Segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais (PCAP), a taxa de incidência da aids nesse segmento é de 226 casos por grupo de 100 mil habitantes – onze vezes maior que a taxa da população em geral.
“Esse plano foi feito porque nós temos uma situação problema
complicadíssima: somos hoje 39% dos casos de aids transmitidos
sexualmente”, alerta o representante da Associação Brasileira de Gays,
Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais, Toni Reis.
Ele critica a forma como os recursos para esse público são repassados nas instâncias municipais e estaduais. “Somente 3% da aplicação dos recursos do Sistema Único de Saúde foram para a nossa comunidade.”
Reis defende a participação do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) na articulação para a liberação efetiva dos recursos de apoio ao plano.
“No âmbito nacional nós temos uma abertura muito grande de discussão do tema, mas temos estados em que os secretários rasgam os ofícios e projetos e se negam a fazer esse tipo de trabalho.”
Serão realizadas até o final do ano oficinas macro-regionais para discussão e definição de agendas locais para implementação do plano, que prevê ações até 2011.
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