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Brasília - O governo federal tem 30 dias para
editar o Decreto de Programação Orçamentária
e Financeira para o ano de 2008, onde serão dados limites de
empenho e de pagamento para as despesas de custeio e investimento dos
órgãos da administração pública
federal. A informação foi divulgada na página do
Ministério do Planejamento na internet.
"Mas o Governo tem pressa em
definir esses limites para que os órgãos possam
realizar os empenhos imediatamente, considerando que se trata de um
ano eleitoral e as transferências a estados e municípios
não podem ser feitas depois do dia 5 de julho", diz a
nota.
Como o Orçamento demorou de
ser aprovado no Congresso Nacional, até agora a administração
pública só podia gastar 1/12 da programação
constante no projeto de lei relativa ao custeio. A exceção
era para as despesas obrigatórias como as destinadas ao
Sistema Único de Saúde, juros das dívidas e
pagamento de pessoal.
Ontem, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária da União
de 2008 sem vetos, que foi publicada em edição extra do
Diário Oficial da União. A lei estima para o
exercício financeiro uma receita de R$ 1, 424 trilhão.
O exercício financeiro é o período em que deve
vigorar ou ser executada a lei orçamentária. No Brasil,
esse período vai de 1o de janeiro a 31 de dezembro.
Na lei sancionada pelo presidente a receita total
estimada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é
de R$ 1,362 trilhões e inclui a emissão de títulos
destinados ao refinanciamento da dívida pública
federal, interna e externa, de R$ 416,3 bilhões.
Segundo o Ministério do Planejamento e
Gestão o orçamento de investimento das empresas
estatais federais é de R$ 61,6 bilhões, sendo R$ 54
bilhões de recursos próprios, R$1,3 bilhões de
recursos para aumento de patrimônio líquido, R$ 2,3
bilhões de operações de crédito de longo
prazo e o restante no valor de R$ 4 bilhões advindos de outros
recursos.
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