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Rio de Janeiro - A
inflação medida pelo Índice de Preços ao
Consumidor Semanal (IPC-S) na cidade de São Paulo sofreu
aceleração no período de 30 dias incluindo a
semana fechada em 22 de março, e ficou em 0,11%. O resultado
foi divulgado hoje (25) pela Fundação Getulio Vargas.
No
período fechado na semana anterior, os preços
registravam estabilidade. São Paulo é a capital com
maior peso na composição do índice, que ficou em
0,23%, 0,09 ponto percentual mais alto do que os 0,14% registrados em
30 dias até 15 de março.
Entre 15
e 22 de março o IPC-S também registrou elevações
no Rio de Janeiro (de 0,27% para 0,39%), Belo Horizonte (de 0,26%
para 0,38%) e em Porto Alegre (de 0,27% para 0,28%).
Em
Brasília, os preços caíram e sofreram deflação
(de 0,01% para -0,06%), assim como em Salvador (de -0,04% para
-0,06%). Já em Recife, apesar de registrar a maior inflação,
há sinais de uma desaceleração nos preços
(de 0,69% para 0,62%).
"Recife
é a capital que mais sentiu o aumento nos preços dos
alimentos. Enquanto as frutas registraram queda de 1,07% na média,
em Recife houve aumento, de 8%", disse o economista André
Braz, da Fundação Getulio Vargas.
O grupo
alimentação foi o que mais puxou o IPC-S para cima,
saindo de uma deflação (-0,09%) para alta de 0,11%.
Segundo Braz, isso aconteceu "pelo efeito das hortaliças
e legumes, que puxam o índice para baixo em fevereiro, devido
às melhores condições climáticas em
comparação com janeiro".
O
economista disse também que alimentos importantes no consumo
das famílias, apesar de apresentarem uma tendência de
desaceleração nos preços, ainda registram
aumentos significativos.
"É
o caso das carnes, por exemplo, que subiram muito no ano passado. Há
uma tendência de desaceleração, mas os preços
elevados de produtos como milho e soja usados nas rações
acabam tendo um grande impacto", disse Braz.
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