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26 de Março de 2008 - 05h57 -
Última modificação
em 26 de Março de 2008 - 05h57
Documentário sobre quilombolas de Goiás abre fórum de gestores por igualdade racial
Juliana Cézar Nunes*
Repórter da Agência Brasil
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José Cruz/ABr
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Brasília - A diretora do filme Por um fio, Iris Cary, e a professora Nailde Rodrigues, durante a abertura do 7º Encontro Nacional do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial. O filme conta a história da comunidade quilombola de Pombal (GO), onde Nailde nasceu e hoje reivindica políticas públicas
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Brasília - O documentário Por um fio, sobre a comunidade remanescente de quilombo de Pombal (GO), abriu na noite de ontem (25) o 7º Encontro Nacional do Fórum
Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir).
Dirigido pela jornalista Iris Cary, do Núcleo de
Documentário de Projetos Especiais da TV NBR, o filme traz um alerta
sobre as dificuldades enfrentadas pelos jovens quilombolas. Sem acesso a escola
e trabalho, eles vão para a cidade em busca de oportunidades. A migração coloca
em risco a existência das comunidades remanescentes de quilombos.
“Foram nove meses de trabalho. Espero que sirva como um
alerta para as pessoas se questionarem sobre a continuidade de uma cultura e
sobre como as políticas públicas podem interferir na realidade dessas pessoas”,
diz Iris Cary, que faz parte da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial
(Cojira) do Distrito Federal.
A professora Nailde Rodrigues Borges Silva, 38 anos,
participou da abertura do encontro como representante dos quilombolas de
Pombal. Empossada recentemente na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial de Santa Rita do Novo Destino (GO),
ela diz que as três escolas de Pombal estão fechadas desde 2001.
“Estamos desde 1998 na luta para criar
a associação e ajudar a comunidade a se desenvolver. As nossas principais
reivindicações são na área de agricultura familiar, educação, capacitação para
que os jovens possam se formar, trabalhar e morar na própria comunidade”, conta
Nailde.
”Temos uma fábrica de farinha para gerar renda, mas não temos estrutura. Então,
nós já estamos pensando num projeto de desenvolvimento sustentável para as
mulheres.”
Para o ministro da Secretaria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, o documentário Por um fio mostra que a população brasileira precisa se familiarizar com outras realidades. "Os jovens saem das comunidades para viver o drama da exclusão na cidade. O nosso desafio agora é estimulá-los para que eles busquem ali suas próprias oportunidades."
A
comunidade quilombola de Pombal está localizada no município de Santa Rita do
Novo Destino (GO) e reúne cerca de 100 famílias. Reconhecida em 2005 pela Fundação
Palmares, a comunidade ainda não tem registro e titulação do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra), apesar de algumas famílias já terem
obtido título particular de propriedade de terra.
* Colaborou Luciana Melo
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