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25 de Março de 2008 - 15h42 - Última modificação em 25 de Março de 2008 - 16h45


Dirigente do Banco Central estima que juros parem de crescer em março

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse hoje (25), ao divulgar relatório do BC sobre volume de crédito, que as taxas de juros devem parar de crescer neste mês, apesar do aumento registrado em fevereiro. Segundo ele, os dados preliminares de março “já mostram acomodação dessas taxas”. Até o dia 12, por exemplo, a taxa média de juros caiu 0,2 ponto percentual.

Para pessoa jurídica, a queda foi de 1,3 ponto percentual, mas para pessoa física houve alta de 0,9 ponto percentual. “Depois da elevação expressiva em janeiro, as taxas subiram mais um pouco em fevereiro, ainda dentro daquele processo de assimilação das medidas tomadas em janeiro. A expectativa é de que parem de crescer a partir de março”, afirmou, referindo-se às alterações nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Em janeiro, para compensar a perda da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo instituiu que várias operações de crédito que não eram tributadas pelo IOF passariam a recolher alíquota de 0,38%. Além disso, os tomadores de empréstimo passaram a pagar 0,0082% de alíquota por dia, quando antes o índice do IOF por dia era de 0,0041%. A alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para o setor financeiro também aumentou para até 15%.

Altamir Lopes mostrou estudo do Banco Central que comprova que houve aumento de juros de janeiro para fevereiro. A taxa média de juros passou de 37,3% ao ano para 37,4% ao ano. Para pessoas físicas, o percentual passou de 48,8% para 49% e, para as empresas, de 24,7% para 24,8%.

Lopes explicou que o aumento ocorreu devido à elevação do spread (diferença entre o custo de captação do dinheiro e o quanto a instituição financeira cobra do cliente). Segundo ele, apesar do custo de captação ter diminuído, as taxas não caíram para os clientes. “Passado esse momento inicial de assimilação das medidas, as taxas vão se estabilizar e, evidentemente, passam a obedecer com mais proximidade ao comportamento do custo de captação”, estimou.



 


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