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Brasília - As Forças Armadas vão agir em duas
frentes para o combate à dengue no Rio de Janeiro, explicou
hoje (25) o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A primeira delas será
o auxílio à identificação e limpeza de
focos do mosquito Aedes aegypti. A segunda, diagnóstico
e atendimento prévio dos pacientes em barracas de campanha.
“Estas foram as duas definições
até o momento. E é evidente que os militares cumprirão
na linha que for definida pelo ministro Temporão”, declarou
Jobim. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
também informou sobre a parceria entre os dois ministérios
e declarou hoje que as barracas de
campanha não serão improvisadas.
“Barraca não é um termo muito
estimulante, mas são espaços muito confortáveis
com cadeiras e ar condicionado, onde enfermeiros e médicos
estarão atendendo às pessoas. Não serão
pontos de acesso, nós teremos um sistema em que as pessoas nos
hospitais, prontos-socorros, centros e unidades de saúde vão
ser avaliadas por equipes volantes que vão selecionar os casos
que necessitam de um cuidado imediato”, disse Temporão, no lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DSTs entre gays, homens que fazem sexo com homem (HSH) e travestis.
Nelson Jobim também alegou que não
está definido quantos homens vão ser disponibilizados
pelo ministério da defesa para trabalhar no combate à
doença no Rio, mas estimou o número entre 300 e 400.
O ministro da Defesa acrescentou ainda que não
faz “juízo político do problema” e que as forças
estão em contato direto com o gabinete de crise do ministério
da saúde, seguindo orientações de Temporão.
Já o ministro da Saúde garantiu que
o gabinete de crise vai estar reunido entre hoje e amanhã para
definir como serão feitas as ações em conjunto
com as Forças Armadas para ganhar tempo e diminuir a população
de mosquitos.
*Colaborou Amanda Cieglinski
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